Proposição de Modelo Conceitual para Prestação de Serviços de Projetos de Edificações

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  VIII   Workshop Brasileiro Gestão do Processo de Projetos na Construção de Edifícios São Paulo, 3 e 4 de novembro 2008 Proposição de Modelo Conceitual para Prestação de Serviços de Projetos de Edificações Proposition of Conceptual Model to Rendering of Building Design Service Nathália de PAULA Tecnóloga em Construção Civil, Mestranda pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar – correio eletrônico: nathaliapaula@yahoo.com.br José Carlos TOLEDO Engenheiro de Produção, Prof. Dr. Universidade Federal de São Carlos – UFSCar – correio eletrônico: toledo@dep.ufscar.br Celso Carlos NOVAES Engenheiro Civil, Prof. Dr. Universidade Federal de São Carlos – UFSCar – correio eletrônico: cnovaes@ufscar.br RESUMO Proposta:  Propor um modelo conceitual para a prestação de serviços de projetos (PSP) de edificações, com enfoque na visão do cliente contratante. Método de pesquisa/Abordagens:  Foi realizada uma revisão bibliográfica sobre Desdobramento da Função Qualidade (QFD) e sobre gestão da qualidade de processos relacionados à PSP. A proposta foi desenvolvida a partir da revisão bibliográfica, abrangendo conceitos relativos à PSP de edificações. Resultados: Trata-se de uma pesquisa preliminar, cujo objetivo é desenvolver um modelo de gestão de projetos, baseado no método do QFD, para aplicação em PSP. Contribuições/Originalidade:  Um modelo conceitual para PSP.  Palavras-chave:  gestão de projeto. QFD. Prestação de serviços de projetos de edificações. Projeto de Edificações. ABSTRACT Proposal:  To propose a conceptual model to rendering of building design service (BDS), with interest in the view of contracting client. Methods:  A bibliographical revision about Quality Function Deployment (QFD) and process quality management related to the BDS. The proposal was developed from bibliographical revision, including concepts in relation to building PSP. Findings: It is a preliminary research, which aim is to develop a design management model, based in QFD method, for application on BDS. Originality/value:  A conceptual model for PSP.  Key-words:  design management. QFD. Rendering of building design service. Building design.  VIII   Workshop Brasileiro Gestão do Processo de Projetos na Construção de Edifícios São Paulo, 3 e 4 de novembro 2008 1   INTRODU!O O setor da Construção Civil, sobretudo o subsetor Edificações, está passando por uma fase de mudanças e reestruturações, devido ao aquecimento do mercado. Vários fatores contribuem para isso, tais como: crescimento da renda familiar, maior oferta de crédito imobiliário e redução do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI de diversos insumos para a construção (PESQUISA ANUAL DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO, 2006). Neste contexto oportuno para expansão dos negócios no setor, surgem também diversos desafios para as empresas da área, especialmente para aquelas que não apresentam estratégias definidas e organização de seus processos técnicos e de negócios. Estes aspectos, somados à demanda atual por serviços, podem causar perdas de oportunidades para ampliação da rentabilidade e para melhoria das condições competitivas das empresas, além de propiciar a diminuição da qualidade dos produtos e serviços e aumento de perdas com retrabalhos. O objetivo geral deste trabalho é propor um modelo conceitual de apoio à gestão de processos de prestação de serviços de projetos (PSP) de edificações, com enfoque na visão do cliente contratante. Trata-se de uma pesquisa preliminar, cuja pretensão é servir de base para proposições mais elaboradas de métodos de gestão com base na aplicação do Desdobramento da Função Qualidade (QFD – Quality Function Deployment) na PSP. Para isso foi realizada uma revisão bibliográfica sobre QFD e gestão da qualidade, enfocando mais especificamente aspectos relacionados à PSP. "   CONCEITOS RELACIONADOS AO M#TODO $%D Para elucidar o método QFD, são expostos alguns conceitos a seguir. De acordo com Cheng e Melo Filho (2007), o QFD pode ser conceituado como uma forma de comunicar sistematicamente as informações relacionadas com a qualidade e de se explicitar ordenadamente o trabalho relacionado com a obtenção da qualidade; tem como objetivo alcançar o enfoque da garantia da qualidade durante o desenvolvimento de produto e é subdivido em Desdobramento da Qualidade (QD) e Desdobramento da Função Qualidade no sentido restrito (QFDr) . Assim, pode-se dizer que o QFD amplo = QD + QFD restrito. O QD pode ser conceituado como um processo que visa: buscar, traduzir e transmitir as informações necessárias para que o produto desenvolvido atenda às necessidades dos clientes, por intermédio de desdobramentos sistemáticos, iniciando-se com a determinação da voz do cliente, passando por todos os fatores necessários para o desenvolvimento do produto (bens e serviços), como: características da qualidade do produto, funções, características de qualidades dos produtos intermediários e matérias-primas, parâmetros de controle, processos, mecanismos, componentes, padrões, entre diversos outros, cujas escolhas dependem da natureza de cada projeto  (CHENG e MELO FILHO, 2007).  VIII   Workshop Brasileiro Gestão do Processo de Projetos na Construção de Edifícios São Paulo, 3 e 4 de novembro 2008 O QFDr pode ser entendido como um processo que consiste em desdobrar o trabalho de garantir a qualidade desde o desenvolvimento passando por produção, distribuição, vendas até a assistência técnica, em um conjunto de processos, tarefas, atividades e procedimentos, tanto gerenciais quanto técnicos, para que o trabalho possa ser atribuído, executado e cumprido pelas área funcionais da empresa, de forma integrada (CHENG e MELO FILHO, 2007). No presente trabalho o foco é o QD da PSP – embora se utilize o termo QFD, dois termos diferentes, mas comumente utilizados como sinônimos (AKAO, 1996) – sendo que o objetivo específico é discutir quais elementos compõem o modelo conceitual que se direciona para a obtenção dos atributos críticos de serviços de projetos de edificações  . As unidades operacionais do QD são: tabela, matriz, modelo conceitual e conjunto de padrões para produção (CHENG e MELO FILHO, 2007). A tabela é a unidade elementar do QD; ela é o detalhamento de algo, de forma agrupada e ordenada, em níveis, com itens dispostos em retângulos interligados em função de suas afinidades (CHENG e MELO FILHO, 2007). Uma matriz é constituída de duas tabelas quaisquer; ao confeccioná-la, o que se deseja é tentar dar visibilidade às relações entre estas tabelas (CHENG e MELO FILHO, 2007). A matriz da qualidade é a matriz que tem a finalidade de executar o projeto da qualidade, por meio de expressões lingüísticas, mostrando a correlação entre essas expressões e as características da qualidade, e convertendo as qualidades exigidas pelos clientes em características substitutivas [características da qualidade]. Ela é o resultado da união, em forma de Matriz, da Tabela de Desdobramento da Qualidade Exigida com a Tabela de Desdobramento das Características da Qualidade (AKAO, 1996). O modelo conceitual é o conjunto formado pelas tabelas e matrizes de um determinado projeto de desenvolvimento, cujas matrizes são seqüenciadas em uma relação de efeito-e-causa. Pode ser definido também como o ‘caminho’ por onde o desenvolvimento do projeto deve percorrer para atingir as metas estabelecidas (CHENG e MELO FILHO, 2007). O conjunto de padrões para produção é o meio para efetuar a transmissão de informações para as áreas funcionais que produzem o produto ou prestam o serviço (CHENG e MELO FILHO, 2007). &   A $UALIDADE DE PROJETOS DE EDI%ICA'ES( A PSP E O $%D Qualidade é definida por Ferreira (2004) como propriedade, atributo ou condição das coisas ou das pessoas, que as distinguem das outras e que lhes determinam a natureza; ou superioridade, excelência de alguém ou de algo. Segundo Toledo (2006), o emprego genérico da palavra qualidade pode representar significados distintos, devido a que, geralmente, o usuário da expressão não explicita a que aspecto se refere o atributo qualidade. Assim, ela torna-se uma palavra “guarda-chuva” que abriga e se confunde com outros conceitos como produtividade, eficiência e eficácia. Dessa forma, o autor afirma que a palavra qualidade deve ser empregada de forma composta, explicitando sempre qual o substantivo a que se refere a  VIII   Workshop Brasileiro Gestão do Processo de Projetos na Construção de Edifícios São Paulo, 3 e 4 de novembro 2008 qualidade, como por exemplo, qualidade do processo, qualidade da gestão, qualidade do projeto, qualidade da mão-de-obra etc. Para qualidade de produto, Toledo (2006) adota a seguinte definição: uma propriedade síntese de múltiplos atributos do produto que determinam o grau de satisfação do cliente. Para este trabalho, em que o foco é a qualidade da PSP, sob a ótica do contratante, pode-se adotar a seguinte definição: uma propriedade síntese de múltiplos atributos da PSP que determinam o grau de satisfação do cliente contratante. Silva (1995) e Silva e Souza (2003) apresentam os componentes de uma metodologia de gestão da qualidade no desenvolvimento de projeto que incorpora as abordagens de Picchi (1993) e de CTE (1995), contemplando a análise de necessidades identificadas num conjunto de empresas construtoras e escritórios de projetos na cidade de São Paulo e em outras localidades. A metodologia não define instrumentos específicos para solucionar os problemas no desenvolvimento do projeto, mas analisa o que é necessário para assegurar os componentes da qualidade do projeto que, conforme Silva (1995) e Silva e Souza (2003), são: a) A qualidade na concepção do produto: identificação das necessidades dos clientes/usuários e elaboração do programa do empreendimento – visão no negócio imobiliário e no sucesso do empreendimento. b) A qualidade das soluções do projeto – visão nas soluções técnicas; racionalização e construtibilidade do projeto. c) A qualidade do processo de elaboração do projeto – visão no gerenciamento das atividades. d) A qualidade da apresentação do projeto. Como parte do sistema de gestão da qualidade que envolve a elaboração do projeto, ainda deve-se destacar a aplicação de método de avaliação da satisfação dos clientes: o usuário final e o contratante do projeto. No primeiro caso, a metodologia de Avaliação Pós-Ocupação (APO) propicia a verificação do grau de adequação do programa de necessidades e, combinada com a avaliação do desempenho do produto por meio de observação e análise no local por técnicos capacitados, promove a verificação da qualidade das soluções do projeto. A avaliação da satisfação do cliente contratante envolve aspectos relacionados com a PSP, tais como cumprimento de prazos, participação em equipe multidisciplinar, qualidade de apresentação etc. (SILVA, 1995; SILVA e SOUZA, 2003). A análise dos requisitos da PSP não deve contemplar aspectos específicos de cada especialidade de projeto, uma vez que o contratante deposita a sua confiança na responsabilidade e capacidade técnica dos respectivos profissionais/empresas de projeto contratados, mas sim observar as atividades de projeto com a visão focada na prestação do serviço contratado. Assim, por exemplo, uma relação de confiança deve prevalecer entre o contratante e o profissional do projeto de estruturas, no sentido em que as soluções propostas por este atendem à norma NBR 6118, mas sim compete ao contratante verificar se a atividade daquele projeto está atendendo aos requisitos da PSP, tais como: visão sistêmica da edificação; economia e  VIII   Workshop Brasileiro Gestão do Processo de Projetos na Construção de Edifícios São Paulo, 3 e 4 de novembro 2008 construtibilidade das suas soluções; compatibilidade com as soluções dos demais projetos; integração com as atividades dos outros projetos etc. Nesse sentido, observa-se a necessidade de um modelo conceitual para uma aplicação diferenciada do QFD tradicional, comportando as particularidades do serviço em questão (tipo de produto gerado, tipos de clientes envolvidos etc.). Uma aplicação diferenciada é observada no trabalho de Nascimento e Cheng (2004), onde é considerada a disponibilidade e a potencialidade de dados da assistência técnica ou pós-venda e a exeqüibilidade do método QFD para agrupar estes dados, tendo como objetivo discutir a aplicação do QFD para identificar fatores deficientes no processo de desenvolvimento de produtos, iniciando pela qualidade negativa dos mesmos. Na área de projetos de edificações encontra-se uma aplicação similar, em que Londe (2001), utilizando a ferramenta APO e a Lógica Fuzzy, propõe a utilização do QFD para o produto projeto, integrando-os às necessidades dos clientes. Já Braga (1998) define um método de avaliação de projetos, utilizando matrizes e atribuição de pesos aos parâmetros da qualidade (atributos relacionados ao grau de adequação do sistema construtivo ao contexto de implantação) e requisitos de desempenho (atributos tecnológicos do sistema construtivo), semelhante às matrizes do QFD, mas trata-se da avaliação do resultado do processo de projeto e não da PSP. )   MODELO CONCEITUAL PARA PSP A qualidade do produto edificação depende de vários fatores, sendo um deles, a gestão do processo de projeto, que engloba aspectos relacionados ao negócio imobiliário (voltado para a busca do sucesso do empreendimento), à técnica e tecnologia construtivas e ao gerenciamento das atividades na elaboração dos projetos. A figura-chave nesse processo é o coordenador de projetos, que deve dirigir a sua visão simultaneamente para o gerenciamento e para a verificação das soluções adotadas nos vários projetos, tendo em vista o atendimento aos aspectos que interessam ao negócio e à obra. Dessa forma, percebe-se que a gestão acontece tanto com foco nos resultados do processo (o produto projeto), os quais devem atender aos requisitos do negócio e da obra; quanto nas atividades gerenciais (considerando custos de elaboração dos projetos, prazos parciais e globais, relações de dependências, produtividade do trabalho, gerenciamento do tempo e do escopo do projeto etc.), inter-relacionando os participantes (arquiteto, engenheiros de projeto e de obra) e proporcionando soluções compatíveis entre os projetos e entre estes e a produção. Partindo desse pressuposto e destacando-se que este trabalho está relacionado aos atributos da PSP, desenvolveu-se uma proposta de modelo conceitual para elaboração futura do modelo que integrará a ferramenta QFD com o gerenciamento do PSP, conforme figura 1. Assim, a correlação em M1 envolve a gestão, com visão nos resultados; a correlação M2 envolve a gestão, com visão nas atividades gerenciais; a correlação em M3 envolve as necessidades dos contratantes – empreendedor ou construtor – com visão no
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