A indústria cultural e o projeto adorniano de estabelecimento de uma nova estética

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  Objetivos do texto: (i) Analisar o diagnóstico de Theodor W. Adorno sobre a situação da estética e (ii) apresentar a sua tentativa de estabelecer uma nova estética que, embasada na forma do ensaio, tenta adaptar-se melhor ao objeto estético e aos
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  Florianópolis, 8 de julho de 2016.Monica Franco graduanda em Filosofia – Universidade Federal de an!a "a!arina #UF"$  A indústria cultural e o projeto adorniano de estabelecimento de umanova estética Objetivos do texto:  #i$ %nalisar o diagnós!ico de &heodor '. %dorno so(re a si!ua)*o da es!+!ica e #ii$apresen!ar a sua !en!a!iva de es!a(elecer uma nova es!+!ica ue, em(asada na forma do ensaio, !en!aadap!ar-se melhor ao o(je!o es!+!ico e aos desenvolvimen!os ocorridos na his!ória da ar!e.  Abordagem realizada:  er fei!a, primeiro, uma con!e/!ualia)*o his!órica do pensamen!o es!+!icode %dorno, seguida da apresen!a)*o da cr!ica fei!a por ele ao processo de esclarecimen!o e concep)*o de 3ra*o4 presen!e nele. 5epois, ser desenvolvida a pro(lem!ica #i$, com a e/plica)*o doprocesso de padronia)*o operado por meio da inds!ria cul!ural. 7or fim, ser a(ordado o !ópico #ii$,com a e/plica)*o dos mo!ivos pelos uais %dorno considera necessrio o es!a(elecimen!o de uma novaes!+!ica – e de ue modo ele acredi!a ue ela deva ser. %pós a for!e influncia de 9eorg '. F. :egel so(re a es!+!ica, principalmen!e com a !esedo fim da ar!e, + percep!vel a sua influncia so(re 'al!er ;enjamin, ue ela(ora a !ese daperda da aura da o(ra de ar!e. O que conecta as duas teses?  < possvel pensar na !ese do fim daarte , resumidamen!e, como a constatação de uma mudança  !*o drs!ica na ar!e ue a faperder a sua essncia #auilo ue a carac!eria como ar!e$, ocasionando o fim da o(ra de ar!eenuan!o e/press*o do a(solu!o. eguindo a mesma linha, vemos surgir a !ese da perda daaura da obra de arte , ue sus!en!a ue a!rav+s do desenvolvimen!o das !+cnicas dereprodu)*o o ue se perdeu na o(ra de ar!e foi o fa!o de ela ser fei!a   em um tempo e lugar   #asua srcinalidade e au!en!icidade$ e somen!e naquele tempo e lugar    específico  #a sua unicidade=o fa!o de ser fei!a apenas uma nica ve na his!ória$. >m resumo, uando a o(ra de ar!e perdea sua unicidade por meio das !+cnicas de reprodu)*o, ela perde !am(+m a sua srcinalidade eau!en!icidade – perdendo, assim, a sua 3aura4. "omo e/emplos desse processo podemos pensarno surgimen!o do cinema e da fo!ografia, ue inauguram um novo !ipo de o(ra de ar!e, ue!eria surgido, jus!amen!e, depois do 3fim da ar!e4. egundo ;enjamin, o desenvolvimen!o das!+cnicas de reprodu)*o +, por!an!o, a grande causa da mudança na arte  sinaliada por :egel.7or isso, pode-se dier ue ;enjamin realia um desenvolvimen!o da !ese de :egel."omo foi vis!o, foi apon!ada por ;enjamin a causa dessa mudan)a na ar!e – areprodu!i(ilidade !+cnica –, mas ainda fal!a en!ender? que mudança é essa exatamente? 7oderia ser di!o ue se !ra!a de uma verdadeira revolução  na ar!e, ou melhor, no modo defaer ar!e. 7ela primeira ve, a ar!e vai come)ar a ser difundida ao grande p(lico= a ar!e uesurge + agora massificada  – n*o es! mais res!ri!a a poucos, a uma eli!e= o ue vai con!ra a!radi)*o.  7ara e/plicar como essa nova forma de ar!e con!raria e a(andona a !radi)*o, ;enjamine/plica ue a ar!e aduire um novo papel, ou melhor, muda de 3valor4. egundo ele, a o(ra dear!e surge como uma forma de cul!o aos deuses, is!o +, ela possua valor de culto . 7or isso, aar!e n*o era mos!rada ao grande p(lico, pois cumpria um papel es!ri!amen!e religioso, emue servia como uma forma de se conec!ar com a divindade. >m um segundo momen!o, !udomuda? ;enjamin reconhece #concordando com :egel$ ue a ar!e se desvincula da religi*o,resul!ando ue a ar!e perde o seu valor de cul!o e aduire valor de exibição . @uando issoacon!ece, segundo ;enjamin, a ar!e pode en!*o se conec!ar  pol!ica #cumprir um papelpol!ico e educa!ivo$ e ser difundida para as massas, por possuir alcance universal. 7or!an!o,essa passagem do valor de cul!o para o valor de e/i(i)*o !em como causa a reprodu)*o dao(ra de ar!e, conforme o ue foi e/plicado acima.5esse modo, ;enjamin inaugura o !ema es!+!ico na >scola de FranAfur!. >le !ra(alha aues!*o da cul!ura de massas e da ar!e massificada, mos!rando como o capi!alismo al!eradras!icamen!e a produ)*o e a recep)*o da o(ra de ar!e, pois causa o desenvolvimen!o das!+cnicas de reprodu)*o. %dorno desenvolve a !ese de ;enjamin e a cri!ica, chegando a pon!osde discordBncia com ;enjamin. % principal diferen)a en!re os dois pensadores pode seresclarecida conforme a e/plica)*o a seguir. "omo foi di!o, ;enjamin propCe ue a o(ra de ar!e sofre a passagem do valor de cul!opara o valor de e/i(i)*o – o ue a fa perder a sua 3aura4, is!o +, as suas carac!ers!icasdis!in!ivas. Dsso ocorre por con!a do capi!alismo ue condu ao desenvolvimen!o das !+cnicasde reprodu)*o, sendo o desenvolvimen!o dessas !+cnicas auilo ue fa com ue a o(ra dear!e perca seu car!er de ser srcinal, au!n!ica e nica e passe a ser reproduida em largaescala. < possvel ver uma conseuncia desse processo de reprodu)*o da ar!e? a sua massificação , ou seja, o fa!o de a ar!e agora ser acessvel !am(+m para o povo, para a grandemassa. < aui o come)o da discordBncia. ;enjamin !oma a massifica)*o da ar!e como algo positivo  – porue ele acredi!a ue ela + auilo ue possi(ili!a a fun)*o pol!ica #e formadora$da ar!e. E %dorno não atribui a ela valor positivo ou negativo , pois, dada a sua vis*o dialética ,ele a v como algo (om e ruim. < impor!an!e des!acar ue ;enjamin n*o possua uma dial+!ica.5esse modo, %dorno fala !am(+m so(re os elemen!os nega!ivos dessa revolu)*o na ar!e, damassifica)*o? ele ues!iona ;enjamin se de fato ocorre um progresso  com o desenvolvimen!oda !+cnica, is!o +, se esse movimen!o ocorre  somente para o melhor , como ;enjaminacredi!ava.5essa maneira, para %dorno, como a massifica)*o fa com ue a ar!e perca o ue a faser ar!e, a ar!e perde #con!rariando ;enjamin$ necessariamen!e a sua fun)*o educadora epol!ica, o ue, por sua ve, con!ri(ui para ocasionar um es!ado de (ar(rie – assim comomesmo depois de !an!o progressoG, chegou-se  si!ua)*o do Haismo. Iogo, pelo seupensamen!o dial+!ico, %dorno evidencia ue todo progresso pressupõe também um regresso . eguindo :egel, %dorno mos!ra, por meio da dial+!ica, ue !odo progresso pressupCeum regresso, porue, na verdade, a razão pressupõe mito; e o esclarecimento,obscurecimento . %ssim, ele re!orna a :egel, ue j afirmava ue o concei!o de 3ra*o4 con!+mden!ro de si o mi!o – e n*o pode, como mui!o se fe na his!ória, ser !omado como unvoco #ou  seja, em um sen!ido nico, como se ele fosse opos!o ao mi!o$. 5essa forma, o processo deesclarecimen!o nunca poder ser desvinculado do o(scurecimen!o, porue a ra*o – ue +colocada no cen!ro desse processo, pre!endendo-se ue ela domine a na!urea – n*o pode serdesvinculada do mi!o. Ha verdade, pode-se perce(er ue o esclarecimen!o !em seu inciojus!amen!e no mi!o, ue j era uma forma de !en!ar dominar a na!urea. %ssim, oesclarecimen!o n*o pode ser pensado sem os seus elemen!os o(scuros, is!o +, sem o mi!o.J poru de isso ser assim + mos!rado pela dial+!ica, ao apon!ar os mo!ivos pelos uaiso esclarecimen!o se au!odes!ruiu. 7or ue, afinal, mesmo com !odas as promessasG doesclarecimen!o de um progresso so( a luG da ra*o, chegou-se a um es!ado de (ar(rieK %scausas s*o diversas. 7odemos dier ue a clarea ue o esclarecimen!o acredi!ava possuir era,na verdade, uma falsa clareza . Dsso porue essa pre!ens*o de clarea o !ornou totalitrio #ou!o!alian!e$, pois ele uis se ver livre do seu lado nega!ivo, do mi!o, mas n*o pLde fa-lo.Fal!ou, por!an!o, dial+!ica ao esclarecimen!o, fal!ou pensar so(re si #um esclarecimen!o doesclarecimen!oG$. % dial+!ica revela ue o mi!o fa par!e dele e ue uando ele !en!a a !odocus!o se livrar do mi!o, sempre aca(a presoG #e re!ornando$ a ele. >ssa !en!a!iva desenfreada,ue nunca poder o(!er sucesso, e/plica como o esclarecimen!o aca(ou conduindo (ar(rie.Ju!ra causa, !am(+m relacionada com essa, + ue o esclarecimen!o tende a fazerafirmações vazias . "omo as afirma)Ces ue ele fa n*o s*o dial+!icas, elas só reconhecem oue + id!ntico , o ue + familiar= ignorando !udo o ue seja diferen!e. J mo!ivo disso + ue, aolongo da his!ória, a ra*o sempre foi pensada para reduir !oda e ualuer mul!iplicidade auma unidade. Dsso + comprovado pela inven)*o da lógica formal, proje!ada para servir deins!rumen!o da ra*o para alcan)ar o seu propósi!o de domina)*o da na!urea. % !!ulo dee/emplo, na lógica formal !emos o princpio de iden!idade #%%$, ue + um princpio cen!ral. <assim desde o poema de 7armnides #ou seja, desde o mi!o$, onde aparece o princpio de n*o-con!radi)*o #% ou N%$, ue só reconhece auilo ue + idn!ico e e/clui o diferen!e – se essesprincpios pudessem ser sin!e!iados em um só, !eramos o 3princpio da unidade4, pois essesprincpios só reconhecem auilo ue + uno. Dsso se alinha ao ue se !ornou a sociedade(urguesa, ue !inha horror ao diferen!e= e !am(+m ao Haismo, ue (uscava na iden!idadeuma unidade e !en!ou e/cluir o diferen!e a !odo cus!o #(uscando uma n*o-con!radi)*o$. Juseja, isso só mos!ra ue uando o princpio de iden!idade – !*o preado pela concep)*o dera*o do esclarecimen!o – + aplicado na ar!e, na pol!ica e na sociedade, o resul!ado + a(ar(rie.Iogo, n*o h como !er uma ra*o !o!almen!e livre do mi!o. >ssa pre!ensa passagem domi!o rumo a uma iden!idade n*o passa, na verdade, da cons!ru)*o de uma ideologia da padronização . 7ara %dorno, en!*o, precisamos da negatividade da dialética  para ue sejamdesfei!as !odas essas falsas ilusCes, e so(re!udo as de agora, vindas do capi!alismo. %dorno vaimos!rar ue se vive uma falsa ilus*o de harmonia fundada na iden!idade, ue e/clui odiferen!e, como ser e/plicado a par!ir de agora. %ssim, segundo %dorno, a ar!e passa a servir apenas para afirmar #e confirmar$ ue sees! em um es!ado de (ar(rie. Dsso porue a ar!e, dei/ando de ser ar!e, se !orna meroprodu!o. Jra, um produ!o j n*o consegue mais !er fun)*o cr!ica so(re a realidade em ue se  vive. 7or!an!o, + por se !ornar produ!o nesse processo de massifica)*o ue a ar!e perde suafun)*o pol!ica e formadora. "omo exatamente a arte se torna produto?  Dsso precisa sermelhor e/plicado e ser fei!o a seguir.>ssa padronia)*o na ar!e e na cul!ura corresponde ao ue %dorno chama de 3 ind#striacultural 4, em analogia com a inds!ria do capi!alismo. @uando essa padronia)*o + ins!aurada,nos !ornamos consumidores  de ar!e e de cul!ura. J o(je!ivo disso + ue !odos pensem damesma maneira, ou seja, + formar a opinião p#blica . &odo esse esuema + sus!en!ado por umsis!ema midi!ico formado por cinema, rdio, arui!e!ura, en!re ou!ros. "omo se d exatamente esse consumo de arte?  >m uma compara)*o com Mar/, pode-se dier ue %dorno dis!inguiu en!re o 3valor de uso4 e o 3valor de !roca4 da ar!e, chegando auma !ese semelhan!e  do fe!ichismo da mercadoria – a do fe!ichismo da ar!e. egundo%dorno, o consumo de ar!e n*o se d somen!e pela ar!e mesma, is!o +, n*o se d pela puraaprecia)*o. % ar!e + consumida por causa seu valor de !roca, do valor ue ela represen!a #doseu s!a!usG$. %ssim, o consumo + incen!ivado para ue as pessoas !enham von!ade deconsumir unicamen!e porue !odos consomem. "omo conseuncia, elas passam a sen!ir ueprecisam par!icipar disso. < assim ue se o(!+m a padronia)*o. Js consumidores s*o comoescravos dóceisG, porue o(edecem  lógica do sis!ema desejando o s!a!us ue a compradauilo ue + di!ado pela opini*o p(lica vai lhes !raer. 5esse modo, eles abdicam da suavontade  –   pois sen!em-se compelidos a comprar o ue !odo mundo compra – e do gosto  – poissuas compras n*o coincidem com o ue eles comprariam se n*o fosse pela imposi)*o daopini*o p(lica. >specificamen!e so(re o gos!o, o 3gos!ar4 passa a ser condicionado ao ue!odo mundo gos!a #e n*o  coisa em ues!*o, como deveria ser$. "omo as pessoas procuram não contradizer   a opini*o p(lica, o gos!o passa a ser apenas uma ilus*o. >le j n*o e/is!e mais,dado ue n*o se pode mais escolher de ue coisas gos!ar. "om a a(dica)*o da von!ade e dogos!o dos indivduos ocorre !am(+m a superação do pr$prio indiv%duo . %final, se o indivduo jn*o !em mais von!ade própria para decidir o ue comprar e nem o ue gos!ar, e só fa e gos!adauilo ue a opini*o p(lica lhe impCe, en!*o n*o e/is!em mais indivduos – ue como apalavra sugere, s*o seres diferen!es uns dos ou!ros, nicos. % padronia)*o consegue superaro indivduo e !ornar !odos iguais. "omo a ind#stria cultural consegue fazer isso?  "omo ela consegue o(!er sucesso napadronia)*o e na conseuen!e anula)*o dos indivduosK %dorno e/plica isso por meio dano)*o de esquematismo . % inds!ria cul!ural fornece aos indivduos esuemas an!ecipados degos!o. Ju seja, ela antecipa  o ue os indivduos devem gos!ar e consumir. 5esse modo, arefle/*o dos indivduos es! minada, e eles passam a agir segundo auilo a ue s*o e/pos!ospela inds!ria cul!ural.7ara en!ender essa ideia de esuema!ismo pode-se pensar no seguin!e. J esuemaapela para uma unidade . "omo defende Oan!, o esuema consegue previamen!e reduir amul!iplicidade  unidade, de modo ue n*o se !em mais acesso ao ml!iplo, mas apenas a umaunidade #ue + alcan)ada pelo juo sin!+!ico a priori$. >ssa no)*o, !pica da his!ória da cincia,uando aplicada  ar!e e  cul!ura resul!a no esuema!ismo da produ)*o, ue an!ecipa o uedeve ser gos!ado e consumido – de modo ue o papel da opini*o p(lica + dier uais s*oessas coisas.  5esse modo, uando o indivduo consome ele confirma  o ue foi propos!o peloesuema impos!o pela inds!ria cul!ural, e isso, por sua ve, fa com ue o esuema ganheainda mais for)a so(re os indivduos, causando um c%rculo vicioso . %ssim, as pessoas passam acomprar porue as ou!ras es!*o comprando e, depois, mais pessoas comprar*o ao ver uemais e mais pessoas es!*o comprando. J mais consumido se !orna o mais conhecido, e o maisconhecido + cada ve mais consumido.%l+m de fornecer esuemas an!ecipados de gos!o, a mdia produ clichs e jargCes #uenada mais s*o ue fórmulas pron!asG$. "omo conseuncia, !udo o ue n*o segue essespadrCesG impos!os pela mdia + considerado ruim pela opini*o p(lica. &udo o ue + diferen!e+ ruim – isso + o ue %dorno chama de >s!+!ica !o!alian!e #e com 3!o!alian!e4 podemosrelem(rar auela concep)*o de ra*o do esclarecimen!o, cuja acusa)*o !am(+m era ser!o!alian!e, por propor uma identidade $. 7or conseguin!e, !udo o ue + di!ado pela mdia,como ca no crculo vicioso, se !orna o mais familiarG, faendo com ue as pessoas se sin!ammais confor!veis com ele e despreem o diferen!e, pois es!e n*o lhes + familiar.&udo isso leva a uma discuss*o so(re o estilo  na ar!e. Ho sentido tradicional , o es!ilo +uma categoria estética fundamental ? + o momen!o em ue uma o(ra de ar!e par!iculare/pressa um concei!o universal. "omo defende :egel, a e/press*o do a(solu!o pela ar!e se dpor meio de um processo dialético . < uando uma o(ra consegue cap!urar o espri!o do !empo,permi!indo ue ele seja e/presso por meio dela. < uma reconcilia)*o en!re o par!icular e ouniversal.J ue isso !em a ver com a discuss*o de %dornoK @ue a inds!ria cul!ural !am(+menvolve es!ilos, ou melhor, ela cria falsos estilos . "omo foi di!o, ela fa afirma)Ces vaias #poiss*o desprovidas de dial+!ica$ e isso cria apenas a  ilusão  de uma   reconcilia)*o en!re o par!iculare o universal. Dsso porue o processo de padronia)*o cria um es!ilo ue n*o + o mesmo dosen!ido dial+!ico de es!ilo. % padronia)*o implode a tensão dialética, porque afirma umaidentidade , ou seja, fa uma afirma)*o vaia ao acei!ar apenas o ue + idn!ico, e/cluindo odiferen!e #a nega!ividade$, aca(ando com a con!radi)*o. >ssa iden!idade +, assim, umaiden!idade vaia, porue + ar(i!rria. <, na verdade, uma negação do estilo , pois n*o permi!emais a !ens*o en!re os polos – e, desse modo, n*o pode ocorrer reconcilia)*o en!re o par!iculare o universal.e !udo o ue a inds!ria cul!ural fa + criar falsos es!ilos, en!*o poderamos dier ue o verdadeiro artista , ue + auele ue escapaG dessa lógica da inds!ria cul!ural, n*o sóconsegue e/pressar o universal da sua +poca, como ainda  inclui nele a tensão , a con!radi)*o.Dsso porue ele vai de alguma forma con!ra esse es!ilo, pois o e/pCe como uma verdadenega!iva ao man!er o n*o-idn!ico. %ssim, a reconcilia)*o do par!icular com o universal nunca +comple!a e perfei!a, dado ue o verdadeiro ar!is!a n*o pode ser reduido a um es!ilo. 5essemodo, esse ar!is!a n*o acei!a o ue a +poca uer lhe impor. >le n*o segue a !endnciaG. 7orisso, o ue a inds!ria cul!ural !en!a e/pressar só pode ser a inverdade do es!ilo, um falsoes!ilo.5esse modo, apesar de seguir um es!ilo, a grande o(ra de ar!e n*o pode ser reduida aele, pois ela o con!raria. %ssim, a tarefa do artista é destruir a identidade vazia , criada pelainds!ria cul!ural. omen!e o verdadeiro ar!is!a consegue romper com os clichs da opini*o
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