A história social – questões gerais. ( Drª Zélia Lopes da Silva (Assis, 28/5/2004 )

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A história social – questões gerais. (Drª Zélia Lopes da Silva (Assis, 28/5/2004 )Em 1994, fiz um balanço sobre o percurso da historiografia brasileira na área de “história social”, indicando, na ocasião, algumas questões intrigantes quando se pretendia demarcar o percurso do debate neste campo. Diria que aquelas avaliações ainda não perderam a sua força, embora tenha ficado ainda mais complexo com os vários rearranjos e incorporações nas análises, de teóricos antagônicas entre si e distinto do paradigma originário.1- A primeira das questões sinalizava para o “movediço” campo conceitual no qual se inseria os diversos tipos de fenômenos inscritos na rubrica “história social”. Ali aparecia o movimento operário e as rebeliões prisionais, os linchamentos, o movimento estudantil e de mulheres, saques e quebra-quebras. A pergunta era: como pensar algumas dessas manifestações coletivas, a partir do marxismo, referencial paradigmático que se constitui em sua negação? Essa corrente informou análises expressivas neste campo, confundindo-se tais investigações com a própria vertente teórica que lhes deu suporte. Antes de avançar, repassemos o próprio conceito visto por pesquisadores como Maria Isaura Pereira de Queiroz.O conceito de > “movimentos sociais”
  • “Os termos “movimentos sociais” supõem consciência dos problemas vividos numa estrutura sócio-econômica e política injusta – a consciência sendo constituída justamente da percepção e do conhecimento dessa estrutura e de seus efeitos, mesmo que sob um modo de percepção religioso” (p.1- entrevista)
  • (Essa definição foi dada para reafirmar que o cangaço não tinha esse perfil. Era mais uma resposta à miséria).
  • Maria Isaura Pereira de Queiroz, no livro História do Cangaço, conceitua os “movimentos sociais” da seguinte maneira:A história social – questões gerais
  • Voltando a questão inicial, diria que a análise de alguns desses fenômenos sequer encontra amparo no âmbito desse paradigma marxiano que colocava o operário fabril como seu protagonista e o sujeito condutor do processo revolucionário. Essa perspectiva informou as reflexões acadêmicas e direcionou o caminho das lutas no campo das esquerdas por muito tempo. O aparecimento de outros sujeitos em cena > não rompeu com esse pressuposto que manteve sua primazia no âmbito das investigações por muito tempo, uma vez que ainda aparecia investido da missão de condutor do processo revolucionário. Assim pensavam os intelectuais de esquerda, até mesmo aqueles que passaram a contestar certas leituras do marxismo e o chamado socialismo real, como os ingleses integrantes da “newleft”, a exemplo de Christopher Hill, E. Hobsbawm, E. P Thompson.
  • A história social – questões gerais
  • 2. O deslocamento do debate, fruto de enfrentamentos e discordâncias dos comunistas europeus com os soviéticos > deu origem ao interesse por questões/fenômenos inscritos no âmbito da resistência individual e da revolta > inscrevendo outros sujeitos e suas ações, fora do âmbito fabril, na categoria de “movimentos sociais”.
  • Essa reviravolta abriu espaço para estudos das multidões em cena e para fenômenos qualificados de “pré-politico”, ocorridos no campo, em experiências históricas distintas, com foco, por exemplo, no “banditismo social” ocorridos no México, no Brasil e, em outros países, mais remotamente. Avaliação que tinha em vista à construção de alternativas políticas envolvendo a aliança operário-camponês, motivados pelas inquietações políticas da AL, em clara influência das revoluções na China e em Cuba.
  • Redefinições teóricas
  • A crise aberta no campo das esquerdas pela insurreição na Hungria e a busca de alternativas políticas conduziram os pesquisadores, notadamente os ingleses, à volta ao passado; isso significou a descoberta dos fenômenos do campo, como o “banditismo social”, como já foi mencionado e, também, redefinições teóricas de categorias como “classe” e “luta de classes”, reviravolta que desloca, já naquele momento (1959), segundo De Decca , o operário fabril do centro das investigações e da condição de sujeito único do processo revolucionário.
  • O caminho do debate Assim, o percurso historiográfico da história social no Brasil, acompanha com certo atraso esse debate e foi empurrado pela luta contra a ditadura e pelos movimentos sociais emergentes. Os seus estudos, entre os historiadores tem inicio nos anos 1970 e vem no rastro da institucionalização da chamada História Social, inicialmente preocupada com os fenômenos sociais urbanos, em particular, com as manifestações operárias, provenientes do mundo do trabalho fabril.
  • As preocupações assentam-se em questões suscitadas com o golpe de 1964 que deu origem a mudanças de enfoque historiográfico e recolocou em questão a história brasileira, autoritária e excludente, com foco nas elites. Portanto, trazem as marcas do engajamento político dos intelectuais nos embates da conjuntura.
  • Os movimentos sociais no Brasil – a trajetória do debate
  • Foi nesse contexto que os estudos sobre os segmentos populares ganharam relevância, evidenciando as dificuldades enfrentadas por tais segmentos — do campo e da cidade — para expressar os seus interesses e descontentamentos, mesmo no decurso da República, que continuou tratando as suas demandas, com a mesma intolerância e violência dos períodos iniciais.
  • Os movimentos sociais no Brasil – a trajetória do debate
  • Sem canais legitimados nas próprias instituições republicanas para expressar tais interesses, quando o fizeram foram interpretados como elementos dissolventes e destruidores da ordem pública, já que a própria carta republicana estabelecia a distinção entre cidadãos ativos e passivos, o que definia uma clara hierarquia para a plenitude dessa atuação, indicando a não superação de concepções que continuavam reiterando a ausência de um “povo”, na base da sociedade brasileira. Tal compreensão pautava-se pelos parâmetros definidos para a nação, a partir do modelo liberal à moda americana, que se apoiava no entendimento do preceito de liberdade, que nos cânones modernos, significava o direito privado de ir e vir.
  • Os movimentos sociais no Brasil trajetória do debate
  • Exemplo disso, são os “levantes” e manifestações populares nos primeiros anos da República, como a guerra entre as Forças Armadas e os seguidores de Antonio Conselheiro, no sertão da Bahia, entre os anos de 1894 a 1896 e a revolta da vacina, em 1904, na própria capital federal.
  • Essa revolta contra a vacina, assumiu na produção especializada, o estatuto de protesto urbano que colocou em xeque as desventuras autoritárias da política de saúde pública republicana. Já Canudos, quando foi lembrado ficou circunscrito a uma rápida menção nas análises mais gerais sobre esses anos. Ou,
  • como informa Marco Antonio Villa, em Canudos. O campo em chamas figura como um tema quase esquecido da História do Brasil; quando é citado, aplica-se a ele a categoria de “messianismo”, epíteto que desqualifica a luta de milhares de sertanejos na defesa de uma nova ordem social. Explica o autor que cem anos depois de serem exterminados pelo Exército Brasileiro, Antonio Conselheiro — Antonio Vicente Mendes Maciel — e os principais líderes de Belo Monte, ainda são considerados fanáticos e loucos.
  • VILLA, Marco A. Canudos.O campo em chamas. São Paulo: Brasilienese, 1982(?)
  • Os novos sujeitos em cena
  • Assim, refletir sobre o aparecimento desses novos sujeitos, homens e mulheres, na cena brasileira e na historiografia, na área de História, no final dos anos 70 pode ser feito a partir de dois grandes eixos:
  • 1)os movimentos sociais, que emergiram a)de forma organizada ou não e vinculados alguns à instituições formais tais como: partidos, sindicatos e associações e se expressaram a partir de protestos em espaços públicos, por meio de greves, quebra-quebras, e ainda, as rebeliões prisionais, que ocorreram nos espaços fechados como as prisões.
  • 2) O outro eixo voltou-se para o estudo da resistência de sujeitos, contra situações que violavam os seus direitos elementares de sobrevivência e que foi detectada na esfera da vida privada ou no âmbito das relações de trabalho, nem sempre visíveis nos circuitos mais amplos da vida social.
  • A pluralidade dos movimentos sociais
  • Do ponto de vista conceitual, a primeira dificuldade a enfrentar foi a pluralidade desses movimentos sociais que emergiram em manifestações distintas e díspares, envolvendo sujeitos de múltiplas vivências como os escravos, os trabalhadores fabris, os presos, as mulheres, os anônimos da multidão envolvidos em saques e quebra-quebras. Enfim, os desclassificados e excluídos de quaisquer benefícios oferecidos pela sociedade que manifestaram a sua exclusão pela simples presença incômoda, nos espaços públicos, mendigando o pão de cada dia, mas que podem integrar movimentos de protestos, já que fazem parte da vulnerável plebe despojada de quaisquer direitos. Como equacionar essas diferenças e quais as possibilidades de aproximação entre eles?
  • E, também, esclarecer em que contexto o interesse por seu estudo tornou-se possível.
  • OS MOVIMENTOS SOCIAIS CHEGAM A CENA PUBLICA E A ACADEMIA
  • Assim, os movimentos sociais urbanos explodiram no cenário público, e também, na academia no final dos anos de 70.
  • Porém, essa trajetória de pesquisa NÃO COMEÇOU NA ACADEMIA. Os primeiros estudos sobre os operários brasileiros foram originários de seus próprios quadros de militantes e trouxeram a marca dessa inserção. Posteriormente, o deslocamento das reflexões para o mundo acadêmico reafirmou esse alinhamento, como bem lembrou Hobsbawn*, até mesmo em aspectos que se constituíam em suas limitações e alvo de críticas daqueles militantes, tendência essa evidenciada em vários países.
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  • * HOBSBAWN, Eric. Mundos do Trabalho.
  • Os estudos sobre os operários
  • Embalados por sinais que evidenciavam certa abertura política, esses estudos sobre questões sociais emergiram no cenário acadêmico resultante de certa esperança de retomada da democracia no país, e junto com ela, uma outra história que recuperasse a dimensão plural das vivências dos brasileiros e não apenas das elites que haviam dirigido os destinos do país desde sempre.
  • Entre os cientistas sociais o interesse pelo assunto apareceu ainda nos anos 60.
  • Na área de História, a história operária, ganhou destaque nessas reflexões ainda sob a influência do ideário marxista, que mantinha a mística de serem tais sujeitos — enquanto classe — investidos na missão de condutores do processo revolucionário, idéia tributária do debate que buscava compreender o golpe de 1964 e o fracasso da tão sonhada revolução, nos anos subseqüentes. Afinal, as indagações que circulavam eram muitas, seguindo outros caminhos, distintos das abordagens das ciências sociais. Os primeiros trabalhos sobre os operários no campo da História
  • Assim, no campo da História, os primeiros trabalhos enfocando os movimentos sociais e a história operária, datam do início dos anos de 1980, E ESTÃO INTIMAMENTE ARTICULADOS ÀS TEMÁTICAS DESENVLVIDAS NO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UNICAMP, criado em 1976 que se voltam para aspectos diversos das vivências das classes populares, no campo e na cidade.
  • As primeiras defesas produzidas naquele programa discutem o mundo trabalho durante o século XIX (BARREIRO, J.C.), e aspectos diversos da experiência operária, de finais do século XIX a década de 70 do século XX.
  • A história dos operários – os primeiros trabalhos
  • Como mencionado, embora também enfoquem o século XIX, uma parte significativa aborda diferentes aspectos da história operária, do período inicial da República aos anos 30 do século XX, em diversas partes do Brasil, tais como: o movimento operário do Rio de Janeiro, de Juiz de Fora/MG, de Pernambuco e São Paulo. Este último estado foi bastante contemplado nas pesquisas, em parte como uma decorrência do acervo Edgar Leuenroth, que concentrava farta documentação — a imprensa operária — das várias correntes políticas que organiza os trabalhadores, notadamente, em São Paulo.
  • A História operária – a primeiras pesquisas
  • Essas pesquisas abordaram aspectos múltiplos das relações de trabalho, entre diferentes categorias e abrangem o processo de trabalho na indústria têxtil paulista (Ribeiro, 1988), às manifestações públicas dos operários, através de greves, que se posicionam sobre as diretrizes que interferem nas relações interclasses, com a definição da legislação trabalhista no início dos anos 30 (SILVA, 1990); a vida operária fora da fábrica (GUZZO DECA, 1987), o perfil dos trabalhadores em serviços (CRUZ, 1990), o papel da mulher na sociedade e no mundo do trabalho (RAGO, 1985), e também, a questão operária dos anos 70 (MARONI, 1982).
  • A classe operária chega à academia
  • Essas pesquisas da área de História, diferentemente do que ocorria entre as ciências sociais — que se preocupavam com a fragilidade ou não dessa classe, a heterogeneidade de sua formação e a precária participação política na cena brasileira (*) —, se encaminharam no sentido de tentar compreender o tipo de formação dessa classe operária, o seu modo de vida, suas aspirações políticas, e as lutas travadas ao longo de sua existência.
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  • (*)Nessa perspectiva podemos identificar as pesquisas de Leôncio Martins Rodrigues, José Albertino Rodrigues, Maria Hermínia Tavares de Almeida, entre tantos outros.
  • As abordagens...
  • Além dos enfoques diferenciados, é importante assinalar que nessas abordagens os marcos sobre a história operária que foram definidos em antes e depois de 1930 foram abandonados; evidencia-se, em contrapartida, a postura crítica em relação a tal recorte que passava por certa descaracterização da experiência operária sob orientação das correntes libertárias, vistas como desagregadoras da própria classe, pelo excessivo caráter econômico de suas demandas, e pelo radicalismo de sua atuação no espaço público, com ênfase na ação direta. Além disso, há também a desmistificação de 1922, data de fundação do Partido Comunista do Brasil, como o marco re-orientador das lutas operárias, e uma contundente crítica a visão do “partido-consciência”, que informava as análises dos cientistas sociais, sobre o movimento operário brasileiro.
  • As influências....
  • Esses trabalhos acompanhando o debate internacional tiveram múltiplas inspirações e, alinhamentos políticos, embora inicialmente, a leitura das obras de Michelle Perrot e Hobsbawm — notadamente Rebeldes Primitivos e alguns dos textos posteriormente publicados em Mundos do Trabalho — tenham sido fundamentais para alguns pesquisadores. Esses autores expuseram suas pesquisas na UNICAMP no final dos anos 70, trazendo contribuições significativas, ao alargar o debate para além do mundo fabril. Em suas reflexões, apontaram, entre outros aspectos, os limites de estudos que ficassem circunscritos ao movimento operário, tomando as posições de uma parcela da classe pelo seu conjunto, ou ainda, o estudo de suas instituições, tais como sindicatos e partidos.
  • Redefinições teóricas
  • Porém, em meados da década de 80, as influências foram outras. A leitura dos autores que integraram o grupo socialismo ou barbárie, e também, as obras de Michel Foucault e E. P. Thompson tiveram uma importância enorme nas reflexões de pesquisadores desse final de década, diferentemente daqueles anteriormente citados, indicando divergências políticas que traziam subjacentes as rupturas decorrentes das avaliações negativas em relação aos caminhos tomados pelo chamado socialismo real, desencadeados pelas rebeliões nos países do Leste europeu que culminaram na invasão da Hungria pela União Soviética.
  • A partir daí houve paulatino afastamento de temários antes consagrados como objetos de reflexão.
  • Os balanços feitos pela historiografia brasileira esclarecem pouco em relação a tais questões, já que o foco é a afirmação das “crises de paradigmas” diversos sem maiores detalhamentos.
  • Nessa direção podemos arrolar reflexões de Claudio Batalha, autor que ganhou projeção nesse tipo de balanço e nos estudos sobre o “mundo do trabalho”. Informa o autor que as avaliações feitas nos últimos anos sobre o que se produziu a respeito da história operária indicam, além de certo lamento, o desinteresse de pesquisadores e do público, em relação ao assunto que saiu de foco com a emergência de muitas crises — de paradigmas, do socialismo, do sindicalismo — que marcaram o final dos anos 1980 e início dos 90.
  • As avaliações historiográficas
  • Claudio Batalha, descontando os exageros e omissões, indicou, igualmente, os caminhos dessa produção(*), informando que a década de 1980 foi um período de grande prestígio, mas também de perda de interesse ou glamour, e de pulverização da história do trabalho.
  • Ao mesmo tempo, observa que as suas fronteiras tornaram-se difusas com sua diluição na história urbana, história das mulheres e, também, ampliam-se os seus recortes cronológicos para os séculos anteriores e para a atualidade.
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  • (*)BATALHA, Cláudio. A Historiografia da classe operária no Brasil: Trajetória e tendências. In: FREITAS, Marcos Cezar (Org.). Historiografia Brasileira em Perspectiva. São Paulo: Contexto, 1998, p. 145-158.; História do Trabalho: um olhar sobre os anos 90. História. São Paulo: Editora UNESP, v. 21, p. 73-87, 2001.
  • As avaliações historiográficas
  • Na mesma medida, observa Batalha, consolida-se a crítica aos limites da produção centrada no eixo Rio/São Paulo, na análise da História do trabalho, discussão aberta com o livro História da Indústria e do trabalho no Brasil (das origens aos anos vinte), de Victor Leonardi e Francisco FootHardman (FOOT, F. LEONARDI, V. História da Indústria e do trabalho no Brasil (das origens aos anos vinte). São Paulo: Global, 1982).
  • A análise de Claudio Batalha
  • Mesmo assim, Batalha* ainda detecta um certo vigor, ao sinalizar para a continuidade das pesquisas, apesar de reconhecer a pulverização dos enfoques, com temas cada vez mais específicos.
  • Em texto publicado em 2001, na revista História, chega a duvidar da dimensão das crises assinaladas, considerando-se a ampliação das pesquisas para outros estados do país, as inovações no uso de (novas) fontes e o tratamento inovador na abordagem dos mesmos materiais, que indicam a vitalidade desse campo de reflexão e não o contrário.
  • Ao avaliar os questionamentos feitos, indica o texto Escravidão, cidadania e história do trabalho no Brasil,publicado em 1998*, de Silvia Lara, que rediscute a periodização que define a história do trabalho a partir de 1888.
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  • *BATALHA, Cláudio. História do Trabalho: um olhar sobre os anos 90. História. São Paulo: Editora UNESP, v. 21, p. 73-87, 2001.
  • Os questionamentos de Silvia Lara -1998
  • Sílvia H. Lara* questiona os marcos dessa história que costuma iniciar no final do século XIX ou nas primeiras décadas do século XX, e é identificada com a história do trabalho livre, o que contém um elemento de exclusão ao deixar de fora o trabalhador escravo. Em relação a esse aspecto, cabe ressaltar que tal questionamento não é novo e já fora abordado no texto “Instituições, trabalho e lutas de classe no Brasil do século XIX”, de J. C. Barreiro, publicado em 1987 pela Revista Brasileira de História (colocar o trecho), embora a autora não faça nenhuma menção.
  • --------------------------------------------------------------------
  • *(LARA, Sílvia H. Escravidão, cidadania e história do trabalho no Brasil. São Paulo: Projeto História, PUC/SP, v. 16, p. 25-38, 1998.)
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