Valor nutritivo e desempenho de leitões alimentados com rações contendo silagem de grãos úmidos de milho

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  A digestibility assay was carried out to determine the dry matter apparent digestibility coefficients (DMDC), crude protein (CPDC), starch (SDC), gross energy (GEDC) and gross energy metabolization coefficient (GEMC) of high moisture corn silage
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  R. Bras. Zootec., v.33, n.1, p.146-156, 2004 1  Parte da dissertação do primeiro autor apresentada ao PPZ/DZO/UEM, Maringá, como um dos requisitos para a obtenção do título demestre em Zootecnia. 2  Zootecnista, aluno do curso de Pós-Graduação em Zootecnia – UNESP – Botucatu. E.mail: rpoliveira@fca.unesp.br  3  Professores do Departamento de Zootecnia da UEM, Av. Colombo, 5790 – 87020-900, Maringá – PR. E.mail: acfurlan@uem.br;imoreira@uem.br  4  Médico Veterinário, aluno do curso de Pós-Graduação em Zootecnia – UNESP – Jaboticabal. 5  Zootecnista, aluno do curso de Pós-Graduação em Zootecnia – UEM – Maringá. Valor Nutritivo e Desempenho de Leitões Alimentados com Rações Contendo Silagemde Grãos Úmidos de Milho 1 Ricardo Pinto de Oliveira 2 , Antonio Claudio Furlan 3 , Ivan Moreira 3 , Alessandro Luís Fraga 4 ,Alexandre Orio Bastos 5 RESUMO - Um ensaio de digestibilidade (experimento 1) foi conduzido para determinar os coeficientes de digestibilidade aparentesda matéria seca (CDMS), proteína bruta (CDPB), amido (CDAM) e energia bruta (CDEB) e o coeficiente de metabolização da energia bruta(CMEB) da silagem de grãos úmidos de milho (SGUM). Foram utilizados 12 suínos mestiços (Landrace, Large-White e Duroc) machoscastrados, alojados em gaiolas de metabolismo, distribuídos em um delineamento experimental inteiramente casualizado. O método utilizadofoi o da coleta total de fezes e urina. Os valores de matéria seca digestível (MSD), proteína digestível (PD), amido digestível (AD), energiadigestível (ED) e energia metabolizável (EM), na matéria natural (60,18% de MS), foram, respectivamente, 48,70; 3,77; 42,35%; 2.389 e2.327 kcal/kg de SGUM. O experimento 2 foi conduzido para avaliar o desempenho de leitões e a viabilidade econômica da utilização dasrações com diferentes níveis de substituição do milho seco por SGUM. Foram utilizados 48 suínos mestiços (Landrace, Large White e Duroc),distribuídos em um delineamento inteiramente casualizado, com seis repetições e dois animais por unidade experimental. Os tratamentosconsistiram de uma ração à base de milho e farelo de soja e outras três com 33, 66 e 100% de substituição do milho seco por SGUM com base nos valores de energia digestível. Não houve efeito da inclusão de SGUM sobre o ganho de peso e o consumo de ração, porém ocorreuredução linear na conversão alimentar e no custo da ração por quilograma de peso vivo ganho. Os dados indicam que o milho seco pode ser totalmente substituído pela SGUM em rações para leitões em fase de creche, com melhora nos índices produtivos e econômicos.Palavras-chave: alimento alternativo, custo ração, fase inicial, nutriente digestível, nutriente metabolizável Nutritive Value and Performance of Piglets Fed Rations Containing High MoistureCorn Silage ABSTRACT  - A digestibility assay was carried out to determine the dry matter apparent digestibility coefficients (DMDC), crude protein (CPDC), starch (SDC), gross energy (GEDC) and gross energy metabolization coefficient (GEMC) of high moisture corn silage(HMCS). Twelve crossbred (Landrace x Large-White x Duroc) castrated males were allotted to metabolism cages, in a completely randomizeddesign. The total feces and urine collection method was used. The values of digestible dry matter (DDM), digestible protein (DP), digestiblestarch (DS), digestible energy (DE), and metabolizable energy (ME) of HMCS were 48.70, 3.77, 42.35%, and 2,389 and 3,327 kcal/kg,respectively, based on natural matter (60.18% DM). The experiment 2 was carried out to evaluate piglet performance and economic viabilityof diets with different substitution levels of dry yellow corn by HMCS. Forty-eight cross-breed (Landrace x Large-White x Duroc) pigletswere used. The piglets were divided into four treatments in a completely randomized design, with six experimental units and two piglets per experimental unit. The treatments consisted of a basal corn-soybean meal diet and three diets with increasing dry yellow corn substitution byHMCS levels (33, 66 and 100%), based on the digestible energy content of dry yellow corn and HMCS. There was no effect of increasing levelsof HMCS on daily weight gain and daily feed intake. Linear reduction on feed conversion and diet cost per kilogram of weight gain was observed.Data indicate that dry corn can be completely replaced by HMCS on piglets diets, with improvement on performance and economic index.Key Words: alternative feed, diet cost, digestible nutrient, initial phase, metabolizable nutrient Introdução O milho seco tem sido a principal fonte energéticaempregada na alimentação de animais monogástricos,sendo responsável pela maior parte da composição percentual das rações de suínos. Como a alimentaçãorepresenta o item de maior custo na produção animal, háinteresse contínuo na busca por alimentos alternativos que permitam minimizar os gastos com a alimentação e, conse-qüentemente, reduzir o custo de produção do suíno.  147 R. Bras. Zootec., v.33, n.1, p.146-156, 2004 OLIVEIRA et al. O emprego do milho na forma de silagem de grãosúmidos em rações para suínos é uma alternativa paraa produção de grãos na propriedade. Diversas vanta-gens em relação ao milho seco são apresentadas naliteratura, dentre elas, antecipação da colheita, redu-ção nas perdas quantitativas e qualitativas na fase pós-colheita, sistema de armazenamento mais sim- ples e econômico, conservação do valor nutritivo por maior período de tempo, maior disponibilidade denutrientes, menor incidência de diarréia em animaisrecém-desmamados e ausência de taxas e impostos,que incidem sobre o preço do milho seco que éadquirido no mercado formal.A avaliação de alimentos alternativos torna-seimportante para o conhecimento da digestibilidade deseus nutrientes para a formulação de rações. O custodesse ingrediente, associado ao seu valor nutricional,será determinante no custo de produção do suíno.Em relação ao milho seco, o milho submetido àfermentação anaeróbica propicia maior disponibilidadede energia (Lima et al., 1988) e de nitrogênio (Ascheet al., 1986) para suínos. Além disso, é provável quea fermentação permita a gelatinização parcial doamido. Por outro lado, Engelke et al. (1984) concluíramque o milho estocado sob a forma de silagem de grãosúmidos de milho (SGUM) tem valor nutricional seme-lhante ao milho seco para suínos em fases de cresci-mento e terminação, quando comparados em mesma base de matéria seca.Holmes et al. (1973) constataram que os coeficientesde digestibilidade da matéria seca, da energia e donitrogênio da ração foram, em média, 4% maiores parasuínos alimentados com silagem de grãos de milhocomparado com aqueles que receberam dietas commilho seco. Esses autores concluem que a maior digestibilidade da MS ocorre em função da pré-digestãosofrida pelos grãos ensilados, da ação mais eficientedas enzimas digestivas nas partículas úmidas do milhoe, também, à acidez da silagem, que retarda a perma-nência do alimento no estômago, com conseqüentemaior ataque da amilase salivar.Avaliando o desempenho de suínos, nas fases decrescimento e terminação, alimentados com raçõescontendo milho seco ou milho úmido ensilado, Engelkeet al. (1984) não constataram diferenças na conversãoalimentar. Por outro lado, Duduk (1988), utilizando asmesmas categorias de suínos, observou maior ganho de peso e melhor conversão alimentar, quando os animaisreceberam SGUM, comparados àqueles alimentadoscom milho seco. Trabalhando com suínos nas fasesinicial, de crescimento e de terminação, Lopes et al.(1999a,b) obtiveram melhores índices de desempenhoquando esses animais foram submetidos à dieta comsubstituição total do milho seco por SGUM.A elaboração de ração na propriedade, a partir daSGUM, permite reduzir os custos de produção dosuíno pelo barateamento da participação do milho naração (Back, 2001). De acordo com Jobim et al.(2001), a redução dos custos de produção é muitoimportante, principalmente na suinocultura e bovinocultura leiteira, onde as margens de lucro são bastante pequenas e os preços estão sujeitos a gran-des oscilações, em razão do mercado externo e dos preços do milho.Embora em muitas suinoculturas, principalmenteaquelas da região sul do país, seja adotada SGUM naalimentação de seus plantéis, considera-se escasso onúmero de trabalhos encontrados na literatura nacio-nal a este respeito, o que justifica maior direcionamentodos trabalhos de pesquisa que avaliem a utilizaçãodesse produto para a alimentação de suínos.O presente trabalho foi conduzido com o objetivode avaliar, por meio de ensaio de digestibilidade eexperimento de desempenho, o valor nutritivo daSGUM o seu efeito sobre o desempenho de leitões emfase de creche. Material e Métodos  Experimento I – Digestibilidade O experimento foi conduzido na sala de metabo-lismo do Setor de Suinocultura da Fazenda Experi-mental de Iguatemi (FEI), pertencente ao Centro deCiências Agrárias da Universidade Estadual deMaringá (CCA/UEM) no período de 29 de agosto a9 de setembro de 2000. Foram utilizados 12 suínosmestiços (Landrace X Large White X Duroc), ma-chos, castrados, com 16,31±0,69 kg de peso vivomédio inicial.Os animais foram alojados em gaiolas de metabo-lismo semelhantes às descritas por Pekas (1968). O período experimental teve duração de cinco dias deadaptação às gaiolas e às rações experimentais ecinco dias de coletas de fezes e urina. Foi utilizado odelineamento experimental inteiramente casualizado,com seis repetições, sendo a unidade experimentalconstituída por um suíno.A variedade de milho (  Zea mays ) utilizada para aobtenção da SGUM foi a AG 9010, colhida em julhode 2000 na Fazenda Iguaçu, localizada no município  Valor Nutritivo e Desempenho de Leitões Alimentados com Rações Contendo Silagem de Grãos Úmidos...148 R. Bras. Zootec., v.33, n.1, p.146-156, 2004 de Mamborê – PR. A colheita foi realizada por colheitadeira mecânica. Os grãos foram trituradosem moinho tipo martelo, utilizando peneira 10 mm, eem seguida ensilados em tambores de polietileno comcapacidade para 200 litros. Nessa ocasião, os grãosapresentavam teor de umidade de 39,82%.A ração-referência contendo 66% de milho seco,30% de farelo de soja e 4% de núcleo foi formuladade acordo com a composição química e os valoresenergéticos dos ingredientes, segundo as tabelas daEMBRAPA (1991).O alimento avaliado foi a SGUM (alimento teste),que substituiu, com base da matéria seca, 31% daração-referência (RR), resultando em uma raçãoteste (RT), misturada diariamente. As rações foramfornecidas em porções iguais, às 8 e 14 h. A quanti-dade total diária foi estabelecida de acordo com oconsumo na fase de adaptação, com base no pesometabólico (kg 0,75 ) de cada unidade experimental.Após cada refeição, foi fornecida água nocomedouro, na proporção de 3,0 mL/g de ração,calculada para cada unidade experimental, para evi-tar o excesso de consumo de água. Foi utilizado ométodo de coleta total de fezes, e a definição do inícioe final das coletas foi feita pela adição de marcador (2% de Fe 2 O 3 ) às rações.As fezes totais produzidas foram coletadas umavez ao dia, acumuladas em sacos plásticos e armaze-nadas em congelador a -18°C. Posteriormente, foramhomogeneizadas e uma amostra de 20% foi retirada,seca em estufa de ventilação forçada (55°C) e moída para análise de matéria seca, amido, proteína bruta eenergia bruta.A urina foi coletada diariamente em baldes plás-ticos contendo 20 mL de HCl 1:1. Uma alíquota de20% foi acumulada diariamente e congelada a -18°C, para determinação da energia bruta. Os teores deenergia bruta das rações, da SGUM, das fezes e daurina foram determinados por meio de calorímetroadiabático (Parr Instrument Co., 1984).As análises das amostras dos alimentos, dasfezes e da urina foram realizadas no Laboratório de Nutrição Animal do Departamento de Zootecnia daUniversidade Estadual de Maringá (LANA-DZO/UEM), segundo os procedimentos descritos por Silva(1990). As determinações de amido dos alimentos edas fezes foram obtidas de acordo com o métodoenzimático proposto por Poore et al. (1989), adaptado por Pereira & Rossi (1995). O valor de pH da SGUMfoi determinado pelo método utilizado por Phillip &Fellner (1992). A análise de granulometria da silagemfoi realizada seguindo a metodologia descrita por Zanotto & Bellaver (1996).Foram calculados os coeficientes de digestibilidadeaparente da matéria seca (CDMS), da proteína bruta(CDPB), do amido (CDAM) e da energia bruta(CDEB) e o coeficiente de metabolização da energia bruta (CMEB) do alimento teste, determinados pelométodo de coleta total de fezes e urina, conformeMoreira et al. (1994).Os teores de matéria seca digestível (MSD), proteína digestível (PD), amido digestível (AD), ener-gia digestível (ED) e energia metabolizável (EM) dosalimentos foram calculados utilizando a fórmula deMatterson et al. (1965).  Experimento II – Desempenho O experimento foi conduzido na creche do Setor de Suinocultura, da FEI-CCA/UEM, no período de 15de fevereiro a 15 de março de 2001.Foram utilizados 48 leitões mestiços (Landrace,Large White e Duroc), com idade média inicial de 32dias e 7,75±1,13 kg de peso vivo médio. Os animais permaneceram no experimento até uma idade médiade 60 dias, quando atingiram 23,63±3,41 kg de pesovivo médio. Os animais foram alojados em creche dealvenaria, com cobertura de telhas de fibrocimento,disposta em quatro salas, cada uma com dez baias,divididas por um corredor central. As baias eram dotipo suspensas, contendo piso plástico e bebedourotipo chupeta na parte posterior, e piso de concretocom comedouro de cinco bocas na parte frontal.A SGUM utilizada neste experimento, avaliadano ensaio de digestibilidade, apresentou, na matérianatural, 60,18% de MS, 4,29% de PB, 2,81% deextrato etéreo, 1,40% de fibra bruta, 0,14% de fósforototal, 0,01% de cálcio e 2.389 kcal ED/kg. A compo-sição em aminoácidos da SGUM foi calculada deacordo com o teor de proteína bruta (4,29%) e aconcentração de aminoácidos do milho seco apresen-tada nas tabelas da EMBRAPA (1991). A composi-ção em nutrientes do milho, farelo de soja, calcário efosfato bicálcico, utilizados nas rações foram obtidosdas tabelas da EMBRAPA (1991).Os tratamentos experimentais (Tabela 1) consis-tiram de quatro rações isoenergéticas, isocálcicas,isofosfóricas e isoaminoacídicas para lisina emetionina+cistina, contendo níveis crescentes de subs-tituição (0, 33, 66 e 100%) do milho seco por SGUMcom base nos valores energéticos convertidos para87,45% de matéria seca, atendendo, no mínimo, as  149 R. Bras. Zootec., v.33, n.1, p.146-156, 2004 OLIVEIRA et al. Variáveis Níveis de substituição do milho seco comum por SGUM, % VariablesSubstitution levels of normal dry corn for HMCS, % 0 33 66 100Milho seco grão 1 63,70 42,17 20,64 -  Dry corn grain SGUM 1 - 21,40 42,80 64,22  HMCS  Farelo de soja 28,91 28,89 28,87 27,90 Soybean meal  Óleo de soja 0,89 0,97 1,05 1,12 Soybean oil  Açúcar 3,00 3,00 3,00 3,00 Sugar  Fosfato bicálcico 1,55 1,60 1,65 1,72  Dicalcium phosphate Calcário 0,90 0,88 0,86 0,83  Limestone Sal comum 0,40 0,40 0,40 0,40 Salt  Tylan S-100 0,10 0,10 0,10 0,10DL-Metionina 0,05 0,07 0,09 0,12  DL-methionine L-Lisina HCL - 0,02 0,04 0,09  L-lysine HCl  Suplemento vitamínico-mineral 2 0,50 0,50 0,50 0,50  Min. and vit. supplement  2 Total 100 100 100 100Valores calculados Calculated values Energia digestível, kcal/kg 3.400 3.400 3.400 3.400  Digestible energy, kcal/kg  Lisina total, % 1,08 1,08 1,08 1,08 Total lysine, % Metionina+Cistina total, % 0,65 0,65 0,65 0,65 Total methionine+cystine, % Cálcio, % 0,84 0,84 0,84 0,84 Calcium, % Fósforo total, % 0,61 0,61 0,61 0,61 Total phosphorus, % Proteína bruta, % 18,66 18,16 17,67 16,86 Crude protein, %  pH 6,01 5,48 5,056 4,81DGM, µ m 661 743 789 928  MGD, µ m Custo da ração, R$/kg 0,389 0,381 0,373 0,365  Diet cost, R$/kg  Tabela 1 -Composição centesimal, composição química, valores energéticos, pH, diâmetrogeométrico médio das partículas (DGM) e custo das rações experimentais Table 1 -Centesimal composition, chemical composition, energy values, pH values, medium geometric diameter of particles and cost of the experimental diets 1 Valores em 87,45% de matéria seca. 2 Suplemento vitamínico-mineral. Conteúdo por kg de ração: Vit. A, 10.000 UI; Vit. D 3 , 2.000 UI; Vit. E, 25UI; Vit. K 3 , 2 mg; Vit. B 1 , 2 mg; Vit. B 2 , 6 mg; Vit. B 6 , 3 mg; Vit. B 12 , 30 mcg; Ác. Nicotínico, 30 mg; Ác.Pantotênico, 12 mg; Biotina, 0,1 mg; Ác. Fólico, 1 mg; Selênio, 0,3 mg; Colina, 150 mg; Lisina, 1.170 mg;Promotor de crescimento, 50 mg; Antioxidante, 100 mg; Iodo, 1,5 mg; Cobalto, 1 mg; Cobre, 175 mg; Zinco,100 mg; Ferro, 100 mg; Manganês, 40 mg. 1 Values on 87.45% dry matter. 2   Mineral-vitamin supplement. Nutritional levels per kg of diet: Vit. A, 10.000 UI; Vit. D 3 , 2.000 UI; Vit. E, 25 UI; Vit. K  3 ,2 mg; Vit. B 1 , 2 mg; Vit. B 2  , 6 mg; Vit. B 6  , 3 mg; Vit. B 12  , 30 mcg; niacin, 30 mg; pantothenic acid, 12 mg; biotin, 0,1 mg;folacin, 1 mg; selenium, 0,3 mg; choline, 150 mg; lysine, 1.170 mg; growth promotor, 50 mg; antioxidant, 100 mg; iodine,1,5 mg; cobalt, 1 mg; cooper, 175 mg; zinc, 100 mg; iron, 100 mg; manganese, 40 mg.  Valor Nutritivo e Desempenho de Leitões Alimentados com Rações Contendo Silagem de Grãos Úmidos...150 R. Bras. Zootec., v.33, n.1, p.146-156, 2004 exigências nutricionais propostas pelo NRC (1998) para leitões na respectiva faixa de peso.Os ingredientes da ração, exceto a SGUM, foram previamente misturados. A SGUM foi incorporadadiariamente às respectivas rações nos níveis de 33,66 e 100% de substituição, srcinando os três trata-mentos experimentais. As rações, pesadas diaria-mente, e a água foram oferecidas à vontade. Diaria-mente, as sobras das rações que continham SGUMeram recolhidas, pesadas e descartadas.Os valores de pH das amostras das raçõesexperimentais e da SGUM foram obtidos seguindoos procedimentos utilizados por Phillip & Fellner (1992). As análises de granulometria da silagem edas rações experimentais foram realizadas de acor-do com a metodologia proposta por Zanotto &Bellaver (1996).Os animais foram distribuídos em um delinea-mento inteiramente casualizado, com quatro trata-mentos, seis repetições, com dois leitões por unidadeexperimental (um macho e uma fêmea). As pesagensdos animais foram realizadas no início, aos 14 e aos28 dias do período experimental.Os preços dos ingredientes utilizados na elabora-ção das rações experimentais foram coletados naregião de Maringá – PR, no mês de novembro de2001: milho seco, R$ 0,19/kg; farelo de soja, R$ 0,53/kg;óleo de soja, R$ 1,26/kg; açúcar cristal, R$ 0,75/kg;fosfato bicálcico, R$ 0,88/kg; calcário, R$ 0,04/kg;sal comum, R$ 0,15/kg; Tylan S-100, R$ 27,60/kg;DL-Metionina, R$ 11,03/kg; L-Lisina HCl, R$ 7,87/kge suplemento vitamínico-mineral, R$ 6,39/kg. O preçoda SGUM foi de R$ 0,13/kg, quando ajustado para amesma base de matéria seca do milho seco (87,45%).Essa estimativa ocorreu de acordo com valores docusto de produção apresentados por Jobim et al.(2001), que levou em consideração os custos de umsistema terceirizado, da lavoura em pé, da colheita,do transporte, da trituração e da compactação daSGUM, com produtividade média de 8.300 kg/ha,durante o período de três anos (1995 a 1997).Para verificar a viabilidade econômica da substi-tuição do milho seco pela SGUM nas rações, foideterminado inicialmente o custo de ração por quilo-grama de peso vivo ganho (Y i ), segundo Bellaver etal. (1985).Y i = Q i  X P i  G i em que: Y i  = custo da ração por quilograma de pesovivo ganho no i -ésimo tratamento; P i  = preço por quilograma da ração utilizada no i -ésimo tratamento;Q i  = quantidade de ração consumida no  i -ésimotratamento; G i  = ganho de peso do i -ésimo tratamento.Em seguida, foram calculados o Índice de Eficiên-cia Econômica (IEE) e o Índice de Custo (IC), proposto por Gomes et al. (1991).IEE = MC e  X 100 e IC = CT ei  X 100 CT ei  Mc e em que: MC e  = menor custo da ração por quilogramaganho observado entre os tratamentos; CT ei  = custodo tratamento i  considerado.O consumo diário de ração (CDR), o ganho diáriode peso (GDP), a conversão alimentar (CA) e asvariáveis econômicas foram submetidos à análise deregressão polinomial. O peso inicial (PI) foi utilizadocomo covariável para ajuste das variações individuais. Resultados e Discussão  Experimento I - Digestibilidade Os teores brutos de nutrientes da SGUM (Tabela 2),convertidos para a mesma base de matéria seca domilho seco, conforme a tabela da EMBRAPA (1991),foram inferiores àqueles encontrados na literatura,com exceção do extrato etéreo. Provavelmente, issoocorreu devido ao fato de o milho utilizado nestetrabalho ter sido colhido antes de atingir a maturaçãofisiológica da planta. A tabela da EMBRAPA (1991)apresenta valores de 8,31% de PB; 3,86% de EE;2,54% de FB; 4.007 kcal/kg de EB; 0,01% de Ca e0,23% de Pt para a silagem de grãos de milho, quandocorrigidos para 87,45% de matéria seca.Segundo Costa et al. (1999), por ocasião damaturação fisiológica, os grãos apresentam teoresmáximos de amido, proteínas e óleo. Além disso, asvariações nos teores dos nutrientes, que ocorrementre as silagens, podem ser atribuídas a diversosoutros fatores, tais como: potencial genético dassementes para esse atributo, nível de adubação utili-zado (especialmente N), fertilidade do solo e condi-ções climáticas (Lima et al., 1998).Os CDEB e CDPB obtidos no presente experi-mento (Tabela 3) são inferiores àqueles encontradosnas tabelas da EMBRAPA (1991) para a silagem degrãos de milho (95,20 e 95,82%, respectivamente).Por outro lado, os CDEB, CMEB e CDPB estão próximos daqueles apresentados por Lima et al.(1998), que, trabalhando com duas SGUM de duas
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