Os jovens que estavam em França e falavam português, filhos de pais portugueses, que nunca deixaram de ter ligação a Portugal, passaram a ver essas práticas valorizadas e promovidas nesse novo contexto europeu

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  IndicadoresPublicaçõesInvestigaçãoTestemunhosNotíciasLigações PESQUISA Para pesquisar informação estatística por país deverá usar o menú "Países de destinoda emigração portuguesa". Testemunhos2013-04-01 Os jovens que estavam em França e falavam português, filhos depais portugueses, que nunca deixaram de ter ligação a Portugal,passaram a ver essas pr áticas valorizadas e promovidas nessenovo contexto europeu [entrevista a Jorge de la Barre] Doutorado e mestre em sociologia pela École des Hautes Études enSciences Sociales, em Paris, Jorge de la Barre é também mestre emetnometodologia e informática, pela Universidade de Diderot-Paris 7, etem uma licenciatura compar ativa em sociologia e antropologia.Actualmente é Visiting Prof essor do Programa de Pós-Graduação emAntropologia na Universidade Federal Fluminense, no Brasil. Realizoupesquisa etnográfica entre os jovens portugueses em França e sobre omovimento associativo. Os seus interesses de pesquisa incluem aetnicidade, o transnacionalismo e a identidade. A entrevista foiconcedida por Skype, no dia 11 de Novembro de 2012.Observatório da Emigração (àfrente OEm) - Como é quesurgiu no seu percurso a ideiade estudar a imigraçãoportuguesa em França? Jorge de La Barre (à frente JLB) -Comecei a trabalhar sobre aimigração portuguesa em Françano âmbito do DEA (Diplômed'études approfondies) deSociologia da EHESS (École deshautes études en sciencessociales), em 1994. Nessa altura,conheci vários jovens de srcemportuguesa e apercebi-me que omovimento associativo estava asofrer transformações. A literatura sobre o associativismo da comunidadeportuguesa em França focava os portugueses da primeira geração e, na altura,começava a observar-se um movimento novo da segunda geração, ou seja, osfilhos de emigrantes que, na maioria dos casos, tinham alguma experiênciaassociativa com as associações da primeira geração. Ora, esses jovenscomeçaram a criar suas próprias associações e eu decidi estudar uma que meparecia das mais emblemáticas, pelo menos na região parisiense: a CapMagellan. Esta associação representava uma aposta bem diferente, até porquefoi uma das primeiras a ser criada exclusivamente por jovens. OEm - A associação Cap Magellan ainda hoje é bastante activa... JLB - É. A Cap Magellan começou as suas actividades cerca de 1991-1992 e euacompanhei o processo desde quase o início. A dinâmica da Cap Magellandestacava-se por mostrar interesses diferentes, além dos tradicionais ranchosfolclóricos da primeira geração. Os fundadores eram estudantes universitários,tinham mais escolaridade e queriam também dar a conhecer a culturaportuguesa mais actual. O meu trabalho de DEA foi o de tentar mostrar essanova tendência do movimento associativo português em França. Foi publicadoem 1997, com o título " Jeunes d'Origine Portugaise en Association. On est Européen sans le Savoir". OEm - Temos essa referência na lista de publicações no nosso website... JLB - No livro estudo a emergência de um movimento associativo jovem quepodemos enquadrar no contexto da construção europeia do início dos anos1990. Por outras palavras, tenta-se entender a relação entre o associativismo jovem e a construção europeia. Com o advento da Europa sem fronteiras nosanos 1990 - de facto, uma década muito importante para a construção europeia -, observamos também a emergência de uma nova identidade nos jovens desrcem portuguesa. OEm - Daí o título do livro, "serem europeus sem o saberem"... JLB - Essa frase é de uma entrevista ao presidente da associação CapMagellan. Achei essa citação representativa de uma transição da identidadeportuguesa da primeira geração para a segunda geração, no contexto francês.Essa consciência europeia era emergente na altura. OEm - Essa consciência euroeia emerente foi uma das diferenas ue A  Afeganistão África do Sul Albânia Alemanha Andorra Angola Antigua e Barbuda Arábia Saudita Argélia Argentina Arménia Austrália Áustria Azerbaijão B BahamasBahrainBangladeshBarbadosBélgicaBelizeBeninBielorrússiaBolíviaBósnia e HerzegovinaBotswanaBrasilBruneiBulgáriaBurkina FasoBurundiButão C Cabo VerdeCamarõesCambodjaCanadáCazaquistãoChadeChileChinaChina – Hong KongChina – MacauChipreColômbiaComoresCongoCongo (República Democrática do)CoreiaCoreia do NorteCosta do MarfimCosta RicaCroáciaCuba D DinamarcaDjiboutiDominica E EgiptoEl Salvador Emirados Árabes UnidosEquador EritreiaEslováquiaEslovéniaEspanhaEstados Unidos da AméricaEstóniaEtiópia InícioO ObservatórioContactosSugestõesRegiste-se   observou em relação à primeira geração de emigrantes. Em que sentidoé que acha que a segunda geração tinha mais consciência europeia? JLB - A primeira geração até tinha consciência, a diferença foi o próprio contextohistórico-institucional da construção europeia. Portugal entrou na União Europeiaem 1986 juntamente com a Espanha. Foi uma grande mudança, já que aexperiência da emigração dos pais tinha sido bastante traumática, desde aprópria saída clandestina de Portugal, fugindo ao Estado Novo e às guerrascoloniais. É claro que para a primeira geração a experiência do espaço europeué completamente diferente, tanto como são as situações nacionais portuguesa efrancesa. A ideia de "ser europeu sem o saber" ilustra essa transição: os paisdesses jovens, apesar de serem europeus, não poderiam ter experimentado osnovos valores europeus de integração, mobilidade, surgidos nos anos 1990. Aconstrução europeia foi um factor muito positivo para os jovens, que talvez atétenha encorajado a reivindicação identitária. Esses jovens que estavam emFrança e falavam português, filhos de pais portugueses, que nunca deixaram deter ligação a Portugal, passaram a ver essas práticas valorizadas e promovidasnesse novo contexto europeu. O que o presidente da Cap Magellan estava adizer-me, esse "on est européen sans le savoir", é que os jovens ficavam a sabê-lo cada vez mais e entendiam que tinham que aproveitar-se de um momentohistórico para ganhar espaço na sociedade francesa, para sair de uma certainvisibilidade. Se olharmos para a trajectória da associação até hoje, temosclaramente uma evolução no sentido de uma confiança maior dos portuguesesem França, particularmente dos mais jovens. OEm - Em que sentido é que essa associação tem tentado uma maior visibilidade dos portugueses através dos jovens? JLB - Desde o início da década de 1990 até aos anos 2000 houve umfortalecimento da associação. Os jovens de srcem portuguesa tambémquiseram apostar nessa nova visão da Europa e da pertença portuguesa emFrança, através das actividades que procuravam dar maior visibilidade à culturaportuguesa. A ambição da associação era muito grande, o que se reflectiu navontade de desenvolver actividades especificamente direccionadas para os jovens. Por exemplo, bandas portuguesas como Madredeus, GNR, Resistência,Delfins ou Pedro Abrunhosa tocaram em salas parisienses tais como o Olympiaou o Zénith, em concertos organizados pela Cap Magellan. Ao mesmo tempo, aassociação estava preocupada em apoiar os jovens na orientação escolar, noacesso aos estágios de formação ou ao primeiro emprego. A associação passoua funcionar como uma ponte entre os jovens que procuravam emprego e asempresas; o próprio "Fórum Cap Magellan" tornou-se, ao longo dos anos 1990,um dos maiores eventos da comunidade portuguesa em França. OEm - Como é que teve a ideia de fazer o doutoramento sobre osportugueses em França? JLB - Como disse, comecei a trabalhar sobre os jovens de srcem portuguesadurante o DEA, que é a preparação para o doutoramento, e também tinhainteresse em conhecer algo que faz parte de mim, eu sou franco-português. Omeu pai é português e a minha mãe é francesa, mas eu estava completamenteafastado da realidade portuguesa e tive curiosidade em conhecer. Foi através dapesquisa para o doutoramento que eu conheci a realidade portuguesa, que paramim foi uma imersão tão pessoal quanto académica. OEm - Na maior parte das entrevistas que temos feito há geralmente umaspecto da vida pessoal dos investigadores que os leva para o estudo daemigração portuguesa e, mais uma vez, verifica-se isso... JLB - No ano de DEA comecei a investigação sobre a segunda geração deportugueses e tive a oportunidade de aplicar um inquérito a cerca de 1.200 jovens, o que foi bastante significativo. O inquérito era muito abrangente,abordava uma diversidade de temas como a escolaridade, a relação comPortugal, as práticas culturais, as práticas linguísticas, a identidade, etc. Analisei esses dados e já não se tratava tanto do movimento associativo, o focoera mais para a questão da identidade desses jovens, enquanto franceses eportugueses simultaneamente, e também em relação a uma identidade europeiaemergente. O doutoramento, e posteriormente o livro, tratam dessa questãoidentitária. OEm - Abordou a identidade francesa, a identidade portuguesa e aidentidade europeia, se assim quisermos falar, entre a segunda geraçãodos portugueses em França. Já falou de algumas conclusões, há maisalgum aspecto importante que queira referir? JLB - A aplicação do inquérito foi muito interessante porque era muito ambiciosoao tocar em vários temas. Vendo os casos individualmente, tratava-se de umapessoa com uma srcem diferente e que já nasceu no país de acolhimento dospais, esta é uma das questões da sociologia das migrações. Como é que arelação com o país de srcem se mantém num contexto diferente? Os resultadosmostraram que a questão da identidade orientava ou explicava as outrasquestões - práticas culturais, projectos de vida, etc. Ou seja, os projectos devida, a escolaridade, as práticas culturais ou linguísticas de um jovem que seidentificava como português, embora tenha nascido em França, por exemplo,eram distintas de um jovem que se declarava francês e português, que tambémeram diferentes de um jovem que se identificava como apenas francês. É claroque a maioria dos jovens identificava-se como francês e português ao mesmotempo. Havia o grupo dos jovens emigrantes, com uma ligação maior a Portugale que se sentia português exclusivamente. E depois havia uns 12% que sesentiam europeus, além da sua nacionalidade. Os resultados mostravam uma  F FijiFilipinasFinlândiaFrança G GabãoGâmbiaGanaGeórgiaGranadaGréciaGuatemalaGuianaGuinéGuiné-BissauGuiné Equatorial H HaitiHolandaHondurasHungria I IémenIlhas MarshallIlhas SalomãoÍndiaIndonésiaIrãoIraqueIrlandaIslândiaIsraelItália J JamaicaJapãoJordânia K KiribatiKuwait L LaosLesotoLetóniaLíbanoLibériaLíbiaLiechtensteinLituâniaLuxemburgo M MacedóniaMadagáscar MalásiaMalawiMaldivasMaliMaltaMarrocosMauríciasMauritâniaMéxicoMicronésiaMoçambiqueMoldáviaMónacoMongóliaMontenegroMyanmar  N NamíbiaNauruNepalNicaráguaNiger NigériaNoruegaNova Zelândia O Omã P PalauPanamáPapua Nova Guiné    distribuição identitária, por assim dizer, que permitiam observar uma certaidentificação com a Europa. Para contextualizar esses resultados, tenteirelacioná-los com os dados do Eurobarómetro. OEm - Pode explicar o que é o Eurobarómetro, para quem desconhece? JLB - É o órgão oficial da União Europeia que desenvolve inquéritos sobre aconstrução europeia, seja nas dimensões económica, social, cultural, etc. OEurobarómetro faz inclusive inquéritos sobre o sentimento europeu e asidentidades nacionais, assim eu pude enquadrar o inquérito dos jovensportugueses e de srcem portuguesa nesses dados mais abrangentes. Otrabalho central da tese foi contextualizar os resultados do meu inquérito com osdados agregados da União Europeia, focando-me em dois países, Portugal eFrança, e na relação mais geral com a Europa como um todo. OEm - Foi também da sua tese de doutoramento que resultou o artigo"Lusodescendant: le terme en questions"   , a problematização doconceito... JLB - O artigo foi escrito durante a redação da tese; é uma reflexão sobre oposicionamento desses jovens que, a partir dos anos 1990, começam a seautodenominarem de "luso-descendentes", em vez de, por exemplo, "jovens desrcem portuguesa". Para entender essa evolução, o trabalho de Maria do CéuCunha foi muito importante para mim, foi publicado em 1988 com o título" Portugais de France. Essai sur une dynamique de double appartenance" (  trata-se do DEA de sociologia da autora, escrito sob a direção da ProfessoraDominique Schnapper, também minha orientadora de DEA e de doutoramento).Este texto analisou a emergência das novas gerações dentro do associativismoportuguês e mostrou como esses jovens negociavam o seu lugar e as suasactividades nas associações dos pais. Eu tive oportunidade de observar na alturaque a utilização do termo "luso-descendente" surge mais tarde, com omovimento associativo criado pela segunda geração e para a segunda geração. OEm - O termo luso-descendente surgiu exactamente nessa altura? JLB - Surgiu com o movimento associativo da segunda geração. Em vez dedizerem "nós somos franco-portugueses" ou "luso-franceses", ou até "tos"(diminutivo de "portos"), esses jovens começam a designar-se a si próprioscomo "luso-descendentes". Isto é, mais uma vez, durante os anos 1990. E claro,o termo foi criticado. OEm - O termo luso-descendente foi criticado? JLB - Uma das dimensões que acho interessante é quando essa questão épensada no contexto de um jovem de srcem portuguesa em França, quando eleenfatiza a noção de descendência em detrimento da inserção no país deacolhimento dos pais, neste caso o seu próprio país de nascimento. Ou seja, ofacto de o jovem de srcem portuguesa ser também  francês pode tornar-se atésecundário. De um ponto de vista francês, dificilmente se falaria de "luso-descendente", até porque "luso" não faz muito sentido em contexto francês.Então, o próprio termo acaba por criar um novo significado para o facto de se ser de srcem portuguesa em França e, ao mesmo tempo, enfatizasignificativamente a ascendência. Desta forma, ele vem tornando "invisível" aprópria experiência francesa. OEm - Há mais algum aspecto da sua tese de doutoramento que queirareferir? JLB - A tese foi publicada em 2006. O período estudado - grosso modo a década1990-2000 - é um período muito importante para a construção europeia. Temosuma dinâmica que na altura era algo inédita no contexto da comunidadeportuguesa e do seu movimento associativo. Hoje em dia não se fala tanto de"construção" europeia, a experiência é diferente. Na altura, a sensação de seestar numa dinâmica de construção era importante e isto, sem dúvida, teve umefeito tanto para os jovens de srcem portuguesa como para a experiênciamigratória de forma geral. Hoje a situação é bem diferente. De certeza, outrosinquéritos sobre a situação hoje em dia mostrariam isso. OEm - Vi no seu currículo que foi consultor de migrações internacionaisna OCDE, onde tem também algumas publicações - estão relacionadascom os emigrantes portugueses ou com os emigrantes a nível geral?Como é que surgiu essa sua colaboração com a OCDE? JLB - Eu trabalhei como consultor para a divisão de migrações internacionais daOCDE sobre a migração portuguesa em França, mas também sobre a migraçãocabo-verdiana, por exemplo. Sobre os jovens de srcem portuguesa em França,investiguei a inserção no mercado de trabalho, a partir dos inquéritos do INSEE(Institut national de statistiques et d'études économiques) e do INED (Institutnacional d'études démographiques). Esses estudos mostravam a especificidadeda presença portuguesa em França, uma combinação de boa inserção nomercado de trabalho com baixo nível de escolaridade. E mostravam tambémuma tendência mais recente, os jovens de srcem portuguesa nascidos emFrança prolongarem os estudos e conseguirem empregos mais qualificados. OEm - Vi também que um dos seus working-papers é "Une sociétéouverte sur elle-même? Le Portugal et le retour des émigrés", de 1996.Fez alguma investigação sobre o retorno dos emigrantes portugueses? JLB - O sentido do texto era perceber como uma sociedade com uma emigração  PaquistãoParaguaiPeruPolónia Q Qatar QuéniaQuirguistão R Reino UnidoRepública Centro AfricanaRepública ChecaRepública DominicanaRoméniaRuandaRússia S SamoaSanta LúciaSão Cristóvão e NévisSão MarinoSão Tomé e PríncipeSão Vicente e GrenadinasSenegalSerra LeoaSérviaSeychellesSingapuraSíriaSomáliaSri LankaSuazilândiaSudãoSuéciaSuíçaSuriname T TailândiaTaiwanTajiquistãoTanzâniaTimor-LesteTogoTongaTrinidade e TobagoTunísiaTurquemenistãoTurquiaTuvalu U UcrâniaUgandaUruguaiUzbequistão V VanuatuVenezuelaVietname Z ZâmbiaZimbabué   não são necessariamente integradas ou acolhidas como o esperavam. Na altura,também começava a observar-se o caso de jovens de srcem portuguesa atentarem estabelecer-se em Portugal para estudar ou para trabalhar. Isto é,depois da escolaridade em França e de quase toda a vida passada neste país.Era então um fenómeno bastante novo, também não se podia falar de "retorno"para jovens que sempre viveram em França. Hoje, essas práticas são muito maisbanais. Aqui também, a construção europeia terá facilitado isso. OEm - Vi que também se interessa pela etnomusicologia. Abordou ocampo da música entre os emigrantes portugueses, ou não? JLB - Depois da tese segui uma outra orientação de pesquisa e comecei atrabalhar sobre música e diáspora, não especificamente sobre diásporaportuguesa. A perspectiva passou a ser mais ampla e, apesar de eu continuar com interesse para as questões de migração, hoje eu trabalho sobre aspectosque tem a ver com o campo da cidade como um todo, com a sua oferta cultural,musical. É uma abordagem diferente. Mas eu posso dizer que quando setrabalha sobre questões culturais, quando se analisa a música e suas váriasculturas na cidade, nunca deixamos de trabalhar as questões de migração.Sobretudo hoje em dia, no nosso mundo de circulação, de fluxos e de novastecnologias.  InícioO ObservatórioContactosSugestõesRegiste-seIndicadoresBases de dadosDadosQuestões metodológicasPublicaçõesDocumentos do Observatórioda EmigraçãoBase bibliográfica sobreemigração açorianaBibliografia em linha (textointegral)Referências bibliográficas por autoresReferências bibliográficas por paísReferências bibliográficassobre emigração portuguesaReferências bibliográficassobre migrações internacionaisInvestigaçãoProjectosInvestigadoresCentros de investigação comprojectos sobre migraçõesSítios electrónicosTestemunhosNotíciasOutubro de 2013Setembro de 2013Agosto de 2013Julho de 2013Junho de 2013Maio de 2013Abril de 2013Março de 2013Fevereiro de 2013Janeiro de 20132012201120102009Antes de 2009LigaçõesAssociações de portugueses noestrangeiroBlogues e páginas pessoaisCentros de investigação comprojectos sobre migraçõesDocumentários e reportagensEmbaixadas e consuladosOrgãos de comunicação socialportuguesa no estrangeiroOrganismos estrangeirosOrganismos nacionaisOrganismos internacionaisRevistas científicasOutros
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