FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS ESCOLA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DE EMPRESAS CENTRO DE FORMAÇÃO ACADÊMICA E PESQUISA CURSO DE MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A APLICAÇÃO DO CONCEITO DE PODER BRANDO (SOFT POWER) NA POLÍTICA EX

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  FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS ESCOLA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DE EMPRESAS CENTRO DE FORMAÇÃO ACADÊMICA E PESQUISA CURSO DE MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A APLICAÇÃO DO CONCEITO DE PODER BRANDO (SOFT POWER) NA POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA
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  FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS ESCOLA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DE EMPRESAS CENTRO DE FORMAÇÃO ACADÊMICA E PESQUISA CURSO DE MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA  V  ERSÃO P RELIMINAR DE D ISSERTAÇÃO DE M ESTRADO APRESENTADO POR    R  ONALDO G UIMARÃES G UERALDI   T ÍTULO   A APLICAÇÃO DO CONCEITO DE PODER BRANDO ( SOFT POWER ) NA POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA P ROFESSORA O RIENTADORA  A CADÊMICA   A  NA L ÚCIA G UEDES   V ERSÃO P RELIMINAR ACEITA ,  DE ACORDO COM O P ROJETO APROVADO EM : D ATA DA A CEITAÇÃO :   ______/_____/_____  ________________________________________________  ASSINATURA DA PROFESSORA ORIENTADORA ACADÊMICA  SUMÁRIO LISTA DE TABELAS 3 Capítulo 1 INTRODUÇÃO 4 1.1 Contextualização do tema 4 1.2 Tema, Pergunta e Objetivo 7 1.3 Delimitação do estudo 9 1.4 Relevância do estudo 10 1.4.1 Relevância da política externa no âmbito das Relações Internacionais 16 1.4.2 Relevância da política externa no âmbito da Administração Pública 21 Capítulo 2 REFERENCIAL TEÓRICO 28 2.1 Paradigmas das Relações Internacionais 28 2.2 Poder e hegemonia no sistema internacional 31 2.3 Autoridade e legitimidade do Estado 41 2.4 Inserção Internacional do Brasil 43 2.5 Agenda Internacional e Doméstica 55 2.6 Conceito de “Poder Brando” 65 2.6.1 Fontes de Poder Brando 73 2.6.2 O Poder Brando difundido pelo mundo 77 2.6.3 Fortalecimento do Poder Brando 79 2.6.4 Diplomacia Pública 81 2.6.5 Poder Brando e Política Externa 82 2.7 Critérios, Categorias e Códigos de Análise 84 Capítulo 3 METODOLOGIA 89 3.1 Tipo de pesquisa 89 3.2 Coleta de dados 91 3.2.1 Análise de conteúdo na produção acadêmica em administração pública 91 3.2.2 Análise de discurso 92 3.2.3 Análise de conteúdo na mídia internacional 94 3.3 Tratamento dos dados 97 3.4 Desenho de pesquisa 98 Capítulo 4 DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS 99 4.1 Resultados da análise de discurso da política externa brasileira 99 4.1.1 Discurso do Presidente Fernando Henrique Cardoso 100 4.1.2 Discurso do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva 104 4.1.3 Discurso do Ministro das Relações Exteriores Celso Lafer 108 4.1.4 Discurso do Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim 111 4.1.5 Discurso do embaixador Osmar Vladimir Chofhi 114 4.1.6 Discurso do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães 115 4.1.7 Resumo do resultado da análise de discurso 118  4.2 Resultados da análise de conteúdo na mídia internacional 119 4.2.1 The Economist   120 4.2.2 The New York Times  125 4.2.3  Le Monde  132 4.2.4 Resumo das análises de conteúdo 141 4.3 Resumo dos resultados das análises de discurso e de conteúdo 142 Capítulo 5 CONCLUSÕES E SUGESTÕES PARA FUTURAS PESQUISAS 146 5.1   Conclusões 146 5.2   Sugestões para futuras pesquisas 152 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 154 APÊNDICES 159 Apêndice 1 – Critérios, categorias e códigos de análise em inglês 159 Apêndice 2 – Critérios, categorias e códigos de análise em francês 160   ANEXOS 161 Anexo 1 - Discurso do Presidente Fernando Henrique Cardoso na ONU, em 2001 161 Anexo 2 – Discurso do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ONU, em 2004 165 Anexo 3 – Discurso do Ministro das Relações Exteriores Celso Lafer em 2001 169 Anexo 4 – Discurso do Secretário-geral do Itamaraty Osmar Chohfi, em 2002 174 Anexo 5 – Textos para a análise de conteúdo da revista britânica The Economist   176 Anexo 6 – Textos para a análise de conteúdo do jornal americano  New York Times  186 Anexo 7 – Textos para a análise de conteúdo do jornal francês  Le Monde  193   3 LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Resultados dos levantamentos bibliográficos 12 Tabela 2 – Resultados do levantamento na RAP 12 Tabela 3 – Relação de autores e suas definições de poder 40 Tabela 4 – Definição de autoridade de Weber 41 Tabela 5 – Dimensões de poder 72 Tabela 6 – Os três tipos de poder 75 Tabela 7 – Critérios, categorias e códigos de análise 88 Tabela 8 – Total de artigos sobre o Brasil na The Economist   120 Tabela 9 – Análise de conteúdo no primeiro artigo da The Economist   121 Tabela 10 – Análise de conteúdo no segundo artigo da The Economist   122 Tabela 11 – Análise de conteúdo no terceiro artigo da The Economist   122 Tabela 12 – Análise de conteúdo no quarto artigo da The Economist   124 Tabela 13 – Análise de conteúdo no quinto artigo da The Economist   125 Tabela 14 – Resumo da análise de conteúdo na The Economist   125 Tabela 15 – Total de artigos sobre o Brasil no NYT 126 Tabela 16 – Brasil nas editorias do  New York Times  126 Tabela 17 – Análise de conteúdo no primeiro artigo do  New York Times  128 Tabela 18 – Análise de conteúdo no segundo artigo do  New York Times  129 Tabela 19 – Análise de conteúdo no terceiro artigo do  New York Times  130 Tabela 20 – Análise de conteúdo no quarto artigo do  New York Times  131 Tabela 21 – Análise de conteúdo no quinto artigo do  New York Times  131 Tabela 22 – Resumo da análise de conteúdo no  New York Times  132 Tabela 23 – Artigos com Brasil no título no  Le Monde  132 Tabela 24 – Palavras mais freqüentes nos textos do  Le Monde  sobre o Brasil 135 Tabela 25 – Análise de conteúdo no primeiro artigo do  Le Monde  136 Tabela 26 – Análise de conteúdo no segundo artigo do  Le Monde  137 Tabela 27 – Análise de conteúdo no terceiro artigo do  Le Monde  138 Tabela 28 – Análise de conteúdo no quarto artigo do  Le Monde  139 Tabela 29 – Análise de conteúdo no quinto artigo do  Le Monde  140 Tabela 30 – Resumo da análise de conteúdo no  Le Monde  140 Tabela 31 – Resumo da freqüência dos códigos na mídia internacional 142 Tabela 32 – Critérios, categorias e códigos de análise em inglês 159 Tabela 33 – Critérios, categorias e códigos de análise em francês 160   4  Capítulo 1 - INTRODUÇÃO Esse primeiro capítulo introdutório apresenta o tema e os objetivos a serem alcançados nesta pesquisa, assim como sua delimitação e relevância para o estudo da administração pública. A proposta do estudo é verificar, seguindo as perspectivas de administração pública e de relações internacionais, como o conceito teórico, chamado de “poder brando”, é aplicado à política externa brasileira. Uma justificativa para tal abordagem vai ser apresentada e detalhada a seguir. 1.1   Contextualização do tema  A ditadura militar que governou os brasileiros de 1964 a 1984 incentivou o slogan  de que o Brasil é o país do futuro. Quarenta anos se passaram e esse “futuro” ainda não chegou. Um novo prazo de 40 anos foi estipulado com o estudo da Goldman Sachs sobre os BRICs 1 . A palavra é composta pelas iniciais de Brasil, Rússia, Índia e China, países que o banco americano de investimentos aposta que estarão entre as seis maiores economias do mundo em 2040, ao lado das duas maiores da atualidade: Estados Unidos e Japão. A palavra também sugere uma interpretação curiosa, pois BRIC significa tijolo em inglês, ou seja, a base da construção de um novo centro  político, econômico e social do mundo. Essa perspectiva de crescimento dos quatro  países foi corroborada no Fórum Econômico Mundial 2  em Davos, na Suíça, em janeiro de 2004. Como os países periféricos costumam valorizar conceitos e teorias estrangeiras 3  (como o Consenso de Washington 4 , na década de 1990), a probabilidade de o Brasil estar no centro de gravidade do mundo em 40 anos ganha peso. Apesar da aposta nos BRICs, o estudo da Goldman Sachs alerta para os problemas e obstáculos contemporâneos dos quatro países, em termos econômico, social ou político. 1  http://www.goldmansachs.com/insight/research/reports/99.pdf , acesso em 12/12/2003 2  Fórum Econômico Mundial ocorre anualmente, em janeiro, em Davôs, na Suíça. A exceção foi em 2002, quando o evento foi realizado em Nova York, nos Estados Unidos, devido aos atentados terroristas ocorridos na cidade em 11/09/2001. O Evento reúne chefes-de-estado, ministros da área econômica e representantes do setor  privado para discutir tendências e diretrizes da economia mundial. 3  Ver Guimarães (2002). 4  Consenso de Washington - trata-se de uma série de princípios, propostos pelos Estados Unidos, que deveriam guiar os países subdesenvolvidos em direção ao ajuste econômico-político do novo capitalismo global, como  privatizações, controle das contas públicas, desregulamentação e abertura dos mercados internacionais. O  principal argumento pró-reformas estruturais seria que elas passariam a dar suporte financeiro ao Estado,  possibilitando o crescimento econômico e a eqüidade social. O termo foi cunhado por John Williamson, economista inglês radicado nos EUA, em 1989.
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