A 'Política'nos jornais durante período eleitoral: uma perspectiva da cobertura jornalística nas eleições municipais de 2008 em três grandes municípios do interior do …

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  225 Emancipação , Ponta Grossa, 11(2): 225-236, 2011. Disponível em <http://www.revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao> A ‘Política’ nos jornais durante período eleitoral:uma perspectiva da cobertura jornalística naseleições municipais de 2008 em três grandesmunicípios do interior do ParanáPolitics in the newspapers during the elections:an analysis of the press coverage of the 2008municipal elections in three large cities of theinland Paraná Emerson Urizzi Cervi ∗ Ana Paula Hedler  ∗∗ Camila Wada Engelbrecht ∗∗∗ Cintia Amaro Damasceno ∗∗∗∗ Resumo: O artigo apresenta resultados de pesquisa do grupo “Mídia, Política e Atores Sociais” da Universidade Estadual de Ponta Grossa, no que se refere àtemática apresentada pelos jornais Diário do Norte, Folha de Londrina, Diário dosCampos e Jornal da Manhã durante o período eleitoral de 2008 . O objetivo é mostrar quais temas mais aparecem na cobertura política dos jornais e qual a presençadas campanhas eleitorais para prefeito dos municípios-sede dos periódicos. Paraisso foram pesquisados os três meses que abrangem o período eleitoral que são:agosto, setembro e outubro de 2008. A questão que move o trabalho é discutir qual a participação do tema eleitoral na mídia durante as disputas eleitorais. Palavras-chave: Política. Cobertura jornalística. Campanha eleitoral 2008 noBrasil. Abstract: This article presents the results of the research undertaken by the “Media,Politics and Social Actors” group of the Universidade Estadual de Ponta Grossa,regarding the topics presented by the Diário do Norte, Folha de Londrina, Diáriodos Campos and Jornal da Manhã newspapers during the 2008 elections. The aimis to show which issues appear more frequently in the press coverage and howoften the campaigns for mayor are mentioned on the local newspapers. In order to do so, three months of the electoral period were analyzed: August, September and October of 2008. The purpose of this work is to discuss the relevance of theelectoral theme in the newspapers during the elections. ∗ Dr. Ciência Política Instituto Universitário de Pesquisas de RJ. Professor Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Email:eucervi@uepg.br  ∗∗ Jornalista, Mestranda Ciência Política Universidade Federal do Paraná (UFPR). Email: ana_hedler@hotmail.com ∗∗∗ Graduanda Jornalismo UEPG (Provic). Email: caca_engel@yahoo.com.br  ∗∗∗∗ Graduanda Jornalismo UEPG (Provic). Email: cintiamaro@hotmail.com Doi: 10.5212/Emancipacao.v.11i2.0006  226 Emancipação , Ponta Grossa, 11(2): 225-236, 2011. Disponível em <http://www.revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao> Emerson Urizzi CERVI; Ana Paula HEDLER; Camila Wada ENGELBRECHT; Cintia Amaro DAMASCENO Keywords: Politics. Press coverage. 2008 electoral campaign in Brazil. Recebido em: 26/12/2009. Aceito em: 01/09/2010. 1 Discussão conceitual Os meios de comunicação têm um papelrelevante nas sociedades contemporâneas. Se-gundo Michael Kunczik, mesmo naquelas naçõesmais fracas e instáveis, são eles que servemcomo inspetor geral de todo o sistema políticoe que proporcionam a crítica pública necessáriapara garantir a integridade política por partedaqueles que detêm o poder. (KUNCZIK, 2002).É importante atentar para o conteúdo que estásendo transmitido pela mídia como, também, énecessário perceber que tratamento o conteúdoestá recebendo, principalmente nas coberturasespeciais, como é o caso das campanhas políti-cas. Como Luis Felipe Miguel reconhece [...] a mídia é, nas sociedades contemporâ-neas, o principal instrumento de difusão dasvisões de mundo e dos projetos políticos; ditode outra forma é o local em que estão expos-tas as diversas representações do mundosocial, associadas aos diversos grupos e in-teresses presentes na sociedade. (MIGUEL,2002, p. 6). Entendendo desta forma, a mídia torna-seo lugar no qual se desenvolvem e se discutemassuntos pertinentes à sociedade, torna-se umespaço público. Habermas (2003) define a esferapública como aquela que é contrária à esfera doprivado e é onde se incluem os atores políticosou, então, a mídia que serve para que o públicose comunique. Segundo Habermas é somenteà luz da esfera pública que os assuntos e temasganham liberdade e continuidade, pois é ali queos temas estão visíveis a todos e estão disponí-veis para o debate. A [...] influência dos media é admitida sem dis-cussão, na medida em que ajudam a estrutu-rar a imagem da realidade social, a longo pra-zo, a organizar novos elementos da mesmaimagem, a formar novas opiniões e crenças.(WOLF, 2006, p. 143). Dessa forma, os meios de comu-nicação auxiliam na formação daopinião pública acerca dos temas que sãotrazidos pelos mesmos e acabam por agendar os assuntos nos quais as pessoas vão pensar,mesmo que essa não seja a intenção principaldos jornalistas. (McCOMBS, 1997).Segundo a teoria do agendamento midiá-tico os meios de comunicação não pretendempersuadir a massa, mas “apresentam ao públicouma lista daquilo sobre o que é necessário ter uma opinião e discutir”. (WOLF, 2006, p.145).Por isso, faz-se necessário pesquisar o queeles estão divulgando, pois é capaz de indicar oque os editores e jornalistas consideram comoassuntos relevantes para serem discutidos nacomunidade. A partir desses princípios teóricos,o grupo de pesquisa em “Mídia, Política e Atores Sociais” da Universidade Estadual dePonta Grossa (UEPG) pesquisou os meses deagosto, setembro e outubro de 2008, a coberturafeita pelos jornais locais Diário do Norte, Folhade Londrina, Diário dos Campos e Jornal daManhã a respeito das disputas eleitorais paraas prefeituras dos municípios-sede de cada umdos periódicos. Com isso pretende-se verificar o que os editores desses veículos consideramcomo assuntos relevantes para o debate públicoa partir do momento em que divulgam notícias,manchetes e reportagens sobre o tema: disputaeleitoral.Os meios de comunicação, devido à suaimportância na sociedade contemporânea, sãoobjeto de diferentes interesses e também influemno modo com os integrantes das sociedadescontemporâneas constroem a visão de mundo. A mídia potencializa o alcance à informação,levantando discussões na esfera pública. Deacordo com Gomes (1998, p.155), Habermasdefine a esfera pública como [...] o âmbito da vida social em que os inte-resses, vontades e pretensões que com-portam consequências concernentes a uma  227 Emancipação , Ponta Grossa, 11(2): 225-236, 2011. Disponível em <http://www.revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao> A ‘política’ nos jornais durante período eleitoral: uma perspectiva da cobertura jornalística ... coletividade apresentam-se discursivamentee argumentativamente de forma aberta e ra-cional.  A esfera pública é, em sociedades com-plexas, constituída principalmente a partir daatuação dos meios de comunicação de massana difusão dos debates a respeito dos temaspúblicos. Ao inserir determinadas questões no deba-te da esfera pública, os meios de comunicaçãopromovem a denição de uma agenda para osdebates públicos, processo identicado pelahipótese da agenda setting, que defende que: [...] em consequência da ação dos jornais, dainformação e dos outros meios de informação,o público é ciente ou ignora, dá atenção oudescuida, enfatiza ou negligencia elementosdos cenários públicos. As pessoas tendem aincluir ou excluir dos próprios conhecimentoso que a mídia inclui ou exclui do próprio conte-údo. Além disso, o público tende a conferir aoque ele inclui uma importância que reflete deperto a ênfase atribuída pelos meios de comu-nicação de massa aos acontecimentos, aosproblemas, ás pessoas. (SHAW: in WOLF,2003, p. 143)  A partir da hipótese do agendamento pelosmeios de comunicação, é possível entender arelevância dos veículos para a sociedade. LuisFelipe Miguel afirma que [...] o impacto da definição da agenda pelosmeios é perceptível não apenas para o ci-dadão comum, que tende a identificar comomais importantes as questões destacadaspelos meios de comunicação, mas tambémno comportamento de líderes políticos e defuncionários públicos que se veem na obriga-ção de dar uma resposta àquelas questões(MIGUEL, 2002, p. 11). Nesse contexto, a mídia envolve critériosde seleção que separam os assuntos de acordocom a sua importância. Nos meios impressos,existem diferentes espaços de visibilidade quetransferem mais ou menos relevância a determi-nado fato. Uma vez inserido no sistema de pro-dução das notícias, os temas ganham distintasimportâncias em função do espaço que ocupamnos veículos informativos. As notícias de primeirapágina são consideradas as principais abordadaspela edição diária dos periódicos. A primeira página dos jornais diários tema função, entre outras, de atrair a atenção osleitores, já que enquanto produto, os jornaisestão sujeitos à concorrência de mercado. ParaDeodoro José Moreira “é a primeira página queatrai ou não o leitor sua decisão de ler dependedo grau de criatividade” (MOREIRA, 2004, p.31).Portanto o processo de produção de um jornalexige uma seleção, baseada no público alvo doveículo, para que a hierarquização das notícias- segundo sua importância - seja expressa na dis-posição dos temas nas capas dos jornais. Essaseleção é baseada nos chamados critérios denoticiabilidade, que tem a função de sistematizar e hierarquizar informações, segundo importânciadada a eles. A disposição das notícias expressa a linhaeditorial dos diferentes jornais, revelando oscritérios pelos quais determinadas notícias sãoconsideradas importantes e ganham visibilidade.Por este motivo, a visibilidade é um fator caroaos jornais e desperta o interesse de diferentesgrupos sociais que pressionam e interferem noprocesso de produção jornalística. Segundo LuisFelipe Miguel [...] a mídia, é nas sociedades contemporâ-neas, o principal investimento de difusão dasvisões de mundo e dos projetos políticos (...)é o local em que estão expostas as diversasrepresentações do mundo social (MIGUEL,2002, p. 6).  A busca pela visibilidade é um dos princi-pais elementos que configuram a relação entreos campos político e midiático. Ao mesmo tempoem que os políticos necessitam dos meios de co-municação para conseguir visibilidade e se fazer presente no debate público, a mídia depende docampo político para veicular os acontecimentosque nele se passam e desperta o interesse socialpela representatividade e importância social.Essa interdependência configura adaptaçõese transformações nos modelos tradicionais derepresentação social. A fragmentação da socie-dade contemporânea dificultou a identificaçãodos eleitores com partidos políticos, resultandono declínio da política partidária. É no debatea respeito dessa crise de representação queos meios de comunicação passam a atuar e seconsolidam como veiculadores do discurso polí-tico. Essa relação de dependência entre os dois  228 Emancipação , Ponta Grossa, 11(2): 225-236, 2011. Disponível em <http://www.revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao> Emerson Urizzi CERVI; Ana Paula HEDLER; Camila Wada ENGELBRECHT; Cintia Amaro DAMASCENO campos influi na organização de atores internos,principalmente do campo político, que passa asistematizar suas ações segundo a lógica dosdiferentes meios de comunicação. A dinâmica entre espaço da mídia e dapolítica se evidencia - principalmente nas cam-panhas eleitorais - em função de sua importân-cia tanto para o debate público quanto para aorganização da elite política no Estado. É atravésda visibilidade do assunto nas primeiras páginasque se pode vericar a importância do tema paraos veículos de comunicação. Durante o períodode campanha, o campo político é colocado emevidência e debatido de forma a legitimar a de-mocracia. O discurso político precisa se adaptar ao novoambiente gerado pelos meios de comunicaçãode massa, bem como a prática política que in-corpora os recursos que lhes são fornecidospelos técnicos publicitários e pelo marketingpessoal. Mas é uma apropriação seletiva, quepressupõe uma negociação tácita entre a mí-dia, que detém os instrumentos de produçãoda visibilidade social, e o político, que conhe-ce ou intui os limites para além dos quais suaexposição pública se torna contraproducente.(MIGUEL, 2002, p. 17).  A partir desses conceitos, nesse texto sãoapresentados os resultados do grupo de pesqui-sa “Mídia, Política e Atores Sociais” da Univer-sidade Estadual de Ponta Grossa, através deuma análise quantitativa com dados referentesà aparição das eleições municipais nas primeiraspáginas durante os meses de agosto, setembroe outubro de 2008. A seguir são apresentadasa metodologia e os resultados do trabalho decampo, seguidas de uma conclusão a respeitoda presença da campanha eleitoral de 2008, emPonta Grossa, nas primeiras páginas do Diáriodos Campos e do Jornal da Manhã. A pesquisa se restringe aos meses deagosto a outubro de 2008, pois é durante esteperíodo que acontece a campanha eleitoral o-cial. Por se tratar de um período especíco decampanha eleitoral, espera-se que os temas re-lacionados à política e políticas públicas tenhammaior visibilidade. Para tanto, são analisadostodos os textos publicados pelos jornais quecitam pelo menos um dos candidatos ociais àprefeitura do município em 2008. O  paper  estádividido em três partes sendo a primeira umaintrodução teórica sobre o que é tratado pelapesquisa. A segunda parte do trabalho abrange ametodologia utilizada e os resultados dos dadoscoletados pela pesquisa empírica e na últimaparte faz-se uma breve consideração nal acer-ca dos resultados e sua relação com as teoriasutilizadas para embasar a pesquisa. 2 Resultados  Antes de discutir a cobertura dos jornaissobre a campanha política, é preciso localizar a conjuntura política para o período eleitoral emanálise. Nas disputas municipais em 2008, emPonta Grossa o candidato à reeleição, PedroWosgrau (PSDB) não teve maioria na preferên-cia dos eleitores no primeiro turno, tendo cadoem vários momentos na segunda posição depreferências. Isso fez com que a disputa entre osdois mais votados, Wosgrau e Sandro Alex, fossepara o segundo turno, com pequena vantagem(52,26% de votos válidos contra 47,74%) emfavor de Pedro Wosgrau. Isso porque o candidatoà reeleição, Pedro Wosgrau (PSDB), não tinha ogoverno bem avaliado pela população local. Tan-to que no início da campanha de primeiro turno, apreferência eleitoral era majoritariamente favorá-vel ao principal candidato de oposição, deputadoestadual e ex-prefeito Jocelito Canto (PTB).Então, uma terceira força política, o radialistaSandro Alex (PPS), que disputava sua primeiraeleição, apresentava constante crescimento nasintenções de voto. Durante a campanha, Cantomanteve constantes quedas nas preferênciaseleitorais, enquanto Wosgrau conseguiu reagir na última fase do primeiro turno.Com isso, o candidato à reeleição obteve39,4% de votos válidos, garantindo sua continui-dade na disputa. Em segundo lugar, com apenas0,35% a mais de votos que o terceiro colocado,cou Sandro Alex. Canto perdeu a chance de dis-putar o segundo turno, tendo sido derrotado pelasegunda vez para a prefeitura de Ponta Grossaem disputa com Pedro Wosgrau, por menos de600 votos em um universo de mais de mais de180 mil votos válidos. Dos outros três concor-rentes, o candidato do PT, Gerveson Silveira,cou com quase 3% de votos válidos, enquanto  229 Emancipação , Ponta Grossa, 11(2): 225-236, 2011. Disponível em <http://www.revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao> A ‘política’ nos jornais durante período eleitoral: uma perspectiva da cobertura jornalística ... outros dois concorrentes tiveram menos de 1%de votos no primeiro turno, juntos. A disputano segundo turno continuou acirrada, com ocandidato de oposição Sandro Alex iniciandoa campanha à frente do candidato à reeleição. Apenas na última semana é que houve uma vi-rada nas intenções de voto e Wosgrau foi eleitocom 52,2% de votos válidos, contra 47,3% deSandro Alex, ou seja, uma diferença de menos decinco pontos percentuais. Essa disputa dinâmicaao longo da campanha, com alternância entreos melhores avaliados e pequenas diferençasnos resultados entre os principais candidatosindicam um acirrado debate na esfera pública. Aquestão é saber se essa dinâmica teve impactosno tipo de visibilidade que o tema recebeu pelos jornais locais. Para discutir esse ponto, a partir deagora se analisa o espaço de maior visibilidadedos jornais diários, que é a primeira página dosperiódicos.Em Londrina, a disputa eleitoral de 2008 foiainda mais movimentada que a de Ponta Grossa.No primeiro turno o ex-prefeito e deputado esta-dual Antonio Belinati (PP) terminou em primeirolugar, com 36,3% dos votos válidos. Em seguidaveio Luis Carlos Hauly (PSDB), com 23,6%. Naterceira colocação, com 22,9% de votos válidos,esteve Barbosa Neto (PDT), o que representauma diferença de menos de 900 votos para Haulyem um universo de mais de 270 mil votos válidos. Assim como em Ponta Grossa, em Londrina amaior disputa do primeiro turno foi para denir o segundo colocado. No segundo turno Belinativenceu Hauly com 51,7% dos votos válidos. Aquestão é que após o segundo turno a justiçaeleitoral cancelou o registro da candidatura deBelinatti após receber denúncia da promotoriaeleitoral. Acusado de improbidade administrativaem gestão anterior, Belinatti não pode assumir onovo mandato. Após a anulação dos votos desti-nados ao ex-prefeito, como não houve nenhumcandidato com maioria de votos, foi marcadauma nova eleição entre o segundo e terceiro co-locados em 2008. Na eleição suplementar entreBarbosa Neto e Luis Carlos Hauly, houve inver-são dos resultados no primeiro turno. Beneciadopela transferência de votos de Belinati, BarbosaNeto obteve 54,1% dos votos válidos na eleiçãosuplementar, sendo considerado o prefeito eleitoe assumindo o mandato no primeiro semestrede 2009. As análises da cobertura da Folha deLondrina realizada aqui se referem ao períodocompreendido entre o primeiro e segundo turnosem 2008, sem incluir a campanha suplementar.Dos três municípios incluídos aqui, a elei-ção menos disputada foi a de Maringá. Nela, oentão candidato à reeleição, Silvio MagalhãesBarros II (PP) venceu no primeiro turno com 57%de votos válidos, dispensando a continuidadeda disputa em segundo turno. Atrás dele couo então deputado estadual Enio Verri (PT), com21,9% dos votos válidos. Para permitir a relaçãocom os demais jornais, o período analisado doDiário do Norte, principal veículo diário de Ma-ringá, também inclui o mês de outubro. A pesquisa buscou analisar os meses deagosto, setembro e outubro porque os mesmosenglobam o período de campanha eleitoral, queno Brasil tem grande inuência sobre os conte-údos transmitidos pelos meios de comunicaçãoa respeito dos candidatos às prefeituras munici-pais. Além disso, os resultados aqui apresenta-dos representam apenas uma parte da pesquisamaior que o grupo realiza comparando períodoseleitorais com não-eleitorais, que aqui não estãocolocados. É importante estudar os períodoseleitorais, pois como Kinzo (2008) explica operíodo eleitoral, a democracia representativa eas políticas públicas são termos indissociáveis. Além disso, “a eleição é um método de escolhados que devem governar e de legitimação deseu poder”. (MANIN, 1995, p. 8). Logo, “paraque os governados possam formar opinião so-bre assuntos políticos é necessário que tenhamacesso à informação política, o que supõe tornar públicas as decisões governamentais”. (MANIN,1995, p.11).E para tornar públicas as ideias, propostase decisões dos governantes, estes se utilizamdos meios de comunicação. Para Krieger (2008)em períodos eleitorais as diculdades de co-bertura aumentam, principalmente quando temcandidatos à reeleição. Pois, o jornalista devetomar cuidado para não se tornar um instrumentode campanha do candidato e assim prejudicar o eleitor. Além disso, os meios de comunicaçãotêm o papel de fornecer ao eleitor subsídiospara que este possa optar entre uma ou outraproposta, tendo a informação mais completa eneutra possível. (CANELA, 2008).Os jornalistas utilizam critérios de noti-ciabilidade para selecionarem aquilo que será
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